Fernando Sturla/TELAM/AFP
Temporal na Argentina mata seis pessoas na última madrugada
A inundação de ruas e casas atingiu com maior força os bairros da zona norte da cidade

BUENOS AIRES - Seis pessoas morreram vítimas do temporal que castigou na madrugada de terça-feira (2) Buenos Aires e a periferia da capital argentina, uma chuva que afetou 350.000 habitantes, segundo fontes oficiais.

"Há seis vítimas mortais certificadas por nossos profissionais", disse durante entrevista coletiva transmitida pela TV Alberto Crescenti, chefe do oficial Sistema de Atenção Médica de Emergência (SAME).

Ao abrir a coletiva, o prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, informou que "umas 350.000 pessoas foram afetadas" pelas inundações e os destroços.

O temporal provocou danos em residências precárias, cortes de energia elétrica, arrastou veículos, alterou os serviços ferroviários e derrubou árvores.

Um trabalhador do Subte (metrô) "morreu eletrocutado em uma estação inicial quando trabalhava com bombas de extração de água", disse o porta-voz do sindicato, Enrique Rosito.

O SAME indicou que, além do operário morto no Subte, morreram três homens e duas mulheres.

A chuva de terça-feira foi "um recorde histórico para abril em Buenos Aires, com mais de 155 milímetros acumulados entre as horas zero e sete de terça-feira", disse em um comunicado o Observatório Central de Buenos Aires (OCBA).

A inundação de ruas e casas atingiu com maior força os bairros da zona norte da cidade, onde tem crescido nos últimos 10 anos a construção de edifícios, sem ser compensada com obras de infraestrutura hídrica para o deságue, segundo entidades ambientalistas.

As inundações acontecem na capital argentina pela existência de antigos cursos d'água, agora debaixo da terra, que obstruem um deságue normal para o Rio da Prata.