Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Marina Silva
A ex-senadora Marina Silva

A ex-senadora Marina Silva disse na terça-feira (10), que a Rede Sustentabilidade vai insistir junto à Justiça Eleitoral para a validação de parte das 640 mil assinaturas apresentadas com o pedido de registro oficial do partido. Segundo ela, o número de assinaturas que foram invalidadas já seria suficiente para atingir as 492 mil necessárias para o registro. "Existem algumas invalidações que consideramos que a Justiça precisa validar, pois foram rejeitadas por falta de parâmetro nos cartórios", disse. Marina citou como exemplos as assinaturas de pessoas que estão aptas a votar pela primeira vez, bem como as mulheres que votaram com o nome de solteira e agora usam o nome de casadas e ainda as pessoas idosas que votam sem serem obrigadas.

"Precisamos correr um pouco mais para validar aquelas que ainda estão dentro dos cartórios. Não seria justo que um esforço como o que fizemos não seja admitido. Estamos recorrendo à própria Justiça para que ela repare essa situação", afirmou. Sobre a possibilidade de sair por outra sigla, ela disse que não está discutindo um plano B. "Estamos focados no plano A que é validar a Rede Sustentabilidade." A ex-senadora esteve em Sorocaba (SP) para dar palestra no I Fórum de Sustentabilidade Econômica organizado pela Faculdade Anhanguera. À plateia de alunos e professores, falou sobre as manifestações de rua e disse que se trata de um ativismo autoral, desvinculado de partidos e sindicatos, na busca de uma nova forma de realizar a democracia. "Eles querem um mundo melhor", disse, referindo-se aos manifestantes.

Com os jornalistas, comentou sobre as recentes pesquisas que a colocam em segundo lugar na corrida eleitoral, mais deixou claro que ainda não está no lugar de candidata, "embora seja uma possibilidade". "Essas avaliações são importantes para que o eleitor comece a avaliar as candidaturas, embora ainda seja um momento muito inicial." Marina também comentou as denúncias de espionagem dos Estados Unidos no Brasil e empresas como a Petrobras. "Nós sempre achamos que isso acontecia, mas agora temos prova de que de fato acontece. Como somos capazes, após as grandes guerras, de fazer acordo de não proliferação de armas nucleares, precisaremos discutir dentro das Nações Unidas, acordo de não proliferação da espionagem econômica e que fira a privacidade das pessoas", afirmou.