Editorial.

Ceia mais cara no ano que já cobrou alto

08/12/2020 às 05:58.
Atualizado em 27/10/2021 às 05:15

O controverso, estranho, desafiador (para ficar em apenas alguns adjetivos) ano de 2020 está chegando ao fim. Ufa, dirão muitos e muitos. Mas como que para mostrar que não veio mesmo para brincadeira, avisa que, antes de sair, seguirá cobrando caro. Muito caro.

Para conseguir colocar na mesa alguns dos itens mais tradicionais da ceia de Natal, as famílias brasileiras terão que desembolsar bem mais do que foi necessário no ano passado. 

Isso, claro, as famílias que ainda estão em condições - financeiras e emocionais - de celebrar a data. Afinal, falamos de meses de perda de emprego e renda, clima de incerteza, luto e segue a lista, que é das grandes.

Pesquisa publicada nesta edição mostra que alguns produtos subiram até 70% o preço cravado na etiqueta, que há algum tempo não é das mais amigáveis. A julgar pelo preço estratosférico do pacote de 5 kg de arroz, item considerado dos mais básicos nas refeições de muitas famílias. 

Costumeiramente, a dica é pesquisar bem os preços antes de comprar. Mas vale lembrar que, atualmente, não é lá muito recomendado andar de comércio em comércio comparando etiquetas e buscando promoções. Tempos de Covid, pandemia. Tempos estranhos. 

Outra dica muito ouvida é substituir o que for possível. A casa cheia será substituída pelo encontro no zoom (isso, para os que seguirem os apelos das comunidades médica e científica); o emprego formal, pelo “bico”; o arroz, pelo macarrão. Pensando bem, melhor mesmo é pedir socorro à Bela Gil. Só não dá para trocar nada pela dignidade. Por via das dúvidas, é bom ficar vigilante. 
 

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