O ano de 2016 tem sido movimentado para a Ubisoft, mas nem por isso perfeito. Depois de publicar quase simultaneamente dois episódios da série “Chronicles” da franquia “Assassin`s Creed” e na sequência as produções “Far Cry: Primal”, “Tom Clancy`s The Division” e “TrackMania Turbo”, o estúdio francês foi até a E3 para lançar “Trials of the Blood Dragons”, game que reedita a narrativa do impagável “Far Cry: Blood Dragon”, publicado em 2013.

No entanto, se a versão futurista da série “Far Cry” era uma pequena obra-prima, a nova produção está longe de ser um bom game. “Trials of the Blood Dragon” coloca o jogador na pele de dois irmãos, Slayter e Roxane (filhos do herói Rex Colt), que precisam lutar contra as mesmas forças do game de tiro de 2013.

Tirando o enredo, o restante do título é bastante fraco. Basicamente, o game dá ao jogador apenas duas condições de jogo, que se alternam na pilotagem de uma motocicleta e cenas de combate e travessia de cenários lineares, sem itens especiais ou colecionáveis.

A jogabilidade é muito limitada, basta dominar o balanço da moto e dosar no acelerador para atravessar os obstáculos sem grandes dificuldades. Nos momentos de combates, uma guia indica onde está a mira e basta ser rápido para que o letárgicos inimigos sejam abatidos. Tudo é muito previsível. E caso o jogador morra, há diversos pontos de reinício durante as fases, o que torna o game ainda mais banal.

O único elemento bacana do game é a homenagem à “Hotline Miami”. Há uma sequência de missões que se passam na cidade norte-americana, e os personagens entram em ação com as mesmas máscaras de animais do clássico da Devolver Digital.

Graficamente o game não faz feio. “Trials of the Blood Dragon” lança mão do conceito 2.5D que mescla a jogabilidade 2D com gráficos tridimensionais. Apesar de o título ser bastante mediano, é uma das melhores exibições neste tipo de padrão visual. Com versões para PC, PS4 e Xbox One, seus preço giram em torno de R$ 40.

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