Muita gente vai chiar, mas “Doom” é simplesmente fantástico. O novo episódio da clássica franquia de tiro em primeira pessoa (FPS) foi lançado pela Bethesda no sexta-feira 13 de maio após uma espera de 12 anos. E o que se viu foi um resgate do game original de 1993, seguindo fielmente a essência do título criado pelos irmãos John e Andy Carmack, co-fundadores da id Software, que assinada a produção.

“Doom” é um game focado totalmente no combate. O jogo tem enredo homeopático, que foi motivo de duras críticas por parte do público. Mas, contar a mesma história pela quarta vez seria algo totalmente desnecessário. Todo mundo sabe que o game se passa em Marte, numa estação espacial onde um artefato alienígena abriu as portas do inferno e infestou o planeta de demônios.

No entanto, ao contrário de “Doom 3” que tinha uma história mais consistente e colocava o jogador na pele de um soldado recém chegado à base antes da invasão, em “Doom” o jogador assume o papel de um soldado exposto ao artefato para absorver poderes para atacar as criaturas. Essa introdução não dura mais que dois minutos, e a partir daí a cuíca ronca com força total.

Logo de início, o jogador tem uma noção daquilo que irá encontrar pelo caminho. O jogo é muito rápido, com bichos cuspidores de bolas de fogo por todos os cantos. 

Uma dica é não ficar parado. Tentar se esconder para surpreender os inimigos pode ser muito útil em games realistas como “Call of Duty” ou “Medal of Honor”, mas não em “Doom”. Os soldados do “Coisa Ruim” atacam em bando e são capazes de encurralar o jogador pelos flancos, numa demonstração que a inteligência artificial foi muito bem trabalhada.

E não convém deixar que eles acertem o jogador, pois cada dano sofrido dissolve boa parte dos pontos de energia. Isso mesmo, pontos de energia. O game segue fielmente a estética da velha guarda. Não tem aquela história de se esconder e deixar que a barra de saúde seja restaurada automaticamente.

Uma maneira de restabelecer a constituição física de forma rápida e abusar das “Mortes Gloriosas”. São finalizações de inimigos na base da pancada, que rendem vários pontos de vida extra.

Graficamente “Doom” não faz feio. Pelo contrário, é um game muito bem desenhado, com ótimos efeitos, mesmo que boa parte do cenário seja a vermelhidão empoeirada de Marte.

A trilha sonora, também segue o padrão do título original. Inclusive com a música tema sendo executada no fim da introdução.

“Doom” não é um game recomendado para crianças, o nível de violência é extremo e as “Mortes Gloriosas” são ainda mais grotescas. O jogo tem versões para PC, PS4, e Xbox One ao preço de R$ 230 nas edições para consoles. 

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