Arlindo Cruz transformou o Espaço Folia em uma grande roda de samba, levantando o público com suas conhecidas composições. Mas como diz o próprio artista: "O show tem que continuar". Passado o "Furacão Arlindo", e a Velha Guarda do samba mineiro manter a plateia empolgada com a raiz do estilo musical, foi a vez de Marcelo D2 e sua trupe tomar conta do palco do Boa do Samba.o cantor, que faz uma inusitada mistura do rap com o samba de raiz, contou a expectativa de assumir os vocais após a festa promovida por Arlindo Cruz.

"A gente está acostumado. Falei com Arlindo, ele já estava no aeroporto, me disse que a festa ta demais. vamos botar um rap agora, vai ser uma roda de rap", afirmou o artista.

Na véspera do Dia dos Pais, Marcelo tem a oportunidade de tocar com seu filho, Stephan. O rapper afirmou que é uma satisfação inexplicável. "É bom demais. Ele tem me ajudado muito no novo disco. Escrevemos muita coisa junto", disse. 

D2, que começou sua carreira no Planet Hemp, polêmica banda dos anos 90, fez mistério quanto a tocar algumas músicas do grupo no Boa do Samba. "Não sei. Eu toco Planet quando eu bebo. Então, se eu bebir um pouquinho, vou tocar sim".

Se Arlindo transformou o Espaço Folia em uma roda de samba tipicamente carioca, agora, com D2, a expectativa é que a alma do hip hop tome conta do local, mas, é claro, com aquela pitada do ritmo imortalizado por Candeia, Donga e outros tantos bambas.