Mallu Magalhães pede desculpas por atender à reportagem enquanto está almoçando. E o faz de um jeito tão delicado que, mesmo se o profissional do outro lado da linha estivesse contaminado por uma crise de mau humor (não era caso), certamente acataria as escusas com toda a complacência do mundo. A moça, que se apresenta logo mais à noite na cidade, dentro do Festival Nômade, é fã confessa de um bom prato. Tanto que, instada a falar sobre o que mais gostou de sua recente (e primeira) passagem por Nova York, foi logo se lembrando da culinária. "A gastronomia é ótima, adoro comer", diz, toda simpática.

Bem, ela também gostou de andar de Metrô pela big apple e de ter apreciado a diversidade de tipos no corre-corre dos vagões. Os mais antenados com o noticiário cultural sabem: Mallu se apresentou lá no último dia 26 de julho, dentro da programação do Brasil Summerfest, no Museu de Arte Moderna, o MoMa. Detalhe: casa lotada.

"Então, foi super legal. Nunca tinha ido a Nova York, e tinha toda uma expectativa... Será que ia conseguir me comunicar com o público de lá?", conta ela, sobre os momentos que precederam o show.

Uma noite no MoMA

Mallu conta que os ingressos (distribuídos antecipadamente) foram se esgotando, até que, meia hora antes do início do show, havia poucos disponíveis na bilheteria. "Ao final, ficou gente de fora", diz ela, e, cumpre dizer, sem laivos de imodéstia.

Quem leu sobre a apresentação, sabe: Mallu foi aplaudida de pé. E, ao contrário do que muita gente poderia pensar, a plateia não era formada majoritariamente por brasileiros. Com tudo isso, ela não poderia ficar menos que contente. "Vi que minha música consegue chegar lá também", festeja.

Na noite desta terça-feira (21), ela – a música de Mallu – chega ao público mineiro pela segunda vez neste ano. Em junho, ela dividiu o palco com Tom Zé, no Natura Musical.

Annick Tangora

O Festival "Nômade", que também programa o show da francesa Annick Tangora ("maravilhosa", nas palavras de Mallu), acontece no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, a partir das 20 horas. A "namorada de Marcelo Camelo" (para usar um clichê) vai apresentar o repertório do CD "Pitanga", lançado ano passado. "Das músicas mais antigas, acho que só vou incluir Compromisso, talvez Te Acho Tão Bonito".

Mallu prossegue: "O legal é que a gente vai estar com a banda completa, então vai realizar todos os arranjos. Eu toco violão, viola caipira, teclados, tem mais guitarra, baixo, bateria, e a gente vai fazendo umas brincadeiras no palco, trocando os instrumentos", adianta a paulistana, que completa 20 anos no próximo dia 29, e que promete também incluir material inédito, como "Do Meu Samba", além de uma música na qual ela só canta, e a capela.