O segredo da melhor performance não é apenas a potência do motor. Se fosse assim, os muscle cars norte-americanos da década de 1960 seriam imbatíveis. A relação peso/potência é a fórmula de engenharia que dá aquela mãozinha para chegar à bandeira quadriculada na frente. Tanto que os monopostos da Fórmula 1 têm potência maior que seu peso e do piloto somados (algo em torno de 600 cv para 720 quilos), já um pequenino Fiat 500 (leia na página 21) pesa mais de uma tonelada, que é empurrada por 107 cv. Conseguir uma oferta de potência que se aproxime do peso do automóvel de rua não é fácil e nem barato, mas a sueca Koenigsegg chegou à relação 1 por 1 com o superesportivo One-1, que tem como base o CCR.

O bólido, limitado em apenas seis unidades, pesa 1.340 quilos. Ou seja, seu V8 biturbo 5.0 litros despeja nada menos do 1.340 cv. Para se ter uma ideia, o Bugatti Veyron Super Sport e seu gigantesco quadriturbo W16 8.0 litros de 1.200 cv precisa deslocar 1.884 quilos.

Toda essa potência é alcançada a 8.250 rpm, sendo que os 102 mkfg de torque são obtidos entre 3.000 e 7.500 rpm, o que garante uma oferta de força total em praticamente qualquer regime. O que significa? Retomadas e saídas de curvas brutais.

Mas esse Koenigsegg não quer derrapar. O negócio dele ele é acelerar em retas intermináveis. Os números o qualificam para uma aceleração de 0 a 396 km/h (!) em 20 segundos. A velocidade máxima, estimada, é de 436 km/h.

Para segurar o carro na pista, o One-1 recebeu modificações como uso de novas asas traseiras, com medidas semelhantes aos bólidos das 24 horas de Le Mans, que evitam que o carro literalmente decole na Mulsanne, assim com aletas dianteiras e tomadas de ar maiores, para auxiliar na refrigeração e no coletor de ar. Para suportar as altas velocidades e temperaturas, o One-1 recebeu rodas de fibra de carbono Koenigsegg Aircore, calçadas em pneus Michelin Cup Tires, além de amortecedores triplos na traseira.

O preço disso tudo? Nos Estados Unidos ele está avaliado em US$ 2 milhões (R$ 4,6 milhões). Demais!