Nos últimos 10 anos, a Chevrolet sentiu o impacto da chegada de novos concorrentes e acabou tendo que rebolar com uma linha ultrapassada para manter sua participação. O resultado assegurou a terceira colocação no ranking nacional, mas também teve impactos negativos e no processo de renovação da marca, que tem gerado bons frutos, o Onix superou as expectativas.

Para chega lá, não se deve duvidar que a marca dissecou o líder de vendas, o Gol, e também se inspirou em soluções de outros concorrentes para construir um popular que oferece bom desempenho e mais dignidade ao seu usuário.


Acabamento

Por dentro, ele segue o padrão de acabamento de qualquer popular, com plásticos duros por todos os lados. No entanto, sua montagem é mais cuidadosa e, apesar de o espaço para as pernas de quem viaja atrás ser apertado, o popular é 5 cm mais largo que o próprio Gol, o que é bom para via no meio.

O Onix, mesmo em sua versão 1.0, sobressai com boa oferta de torque, outra referência do Golzinho, que garante arrancadas seguras nas ladeiras. Claro que não se deve esperar uma postura atlética, na estrada, mas ele cumpre bem seus modestos objetivos.
Apetite

Em termos de consumo, esse Chevrolet mostra apetite moderado diante da bomba de combustível – mas também não faz milagres. O motorista pode até se surpreender com a autonomia do carrinho, mas seu segredo está no tanque de 54 litros, bem maior os de seus concorrentes.

Bom, o Onix é a prova de que é possível oferecer um produto mais qualificado, sem cobrar preços extorsivos. O que chama atenção é que até mesmo sua lista de opcionais foi pensada de maneira racional, com oferta de itens que realmente têm aplicação. Perfumarias e mimos são oferecidos como acessórios.

É, depois de anos insistindo no Celta e no Classic, já era hora de acertar...