Criar um superesportivo híbrido que, além de altíssima performance, garanta a eficiência esperada de um modelo verde era tarefa que só mesmo a Porsche conseguiria realizar. E o resultado foi melhor do que a encomenda com o 918 Spyder, que chega à versão de produção ainda mais potente e avançado do que o protótipo apresentado no Salão de Genebra 2010.

O modelo comercial combina o motor V8 de 608 cv com duas unidades elétricas: uma dianteira de 95 kW e outra, traseira, de 115 kW. O super-híbrido conta com tração integral permanente, mas seu trem de força atua de forma independente.

Atrás, os propulsores a combustão interna e elétrico garantem tração apenas para as rodas traseiras, enquanto a unidade elétrica montada na frente fornece o torque que movem as rodas dianteiras.


Células

Ao todo, as baterias de íon de lítio que fornecem energia para ambos os motores elétricos contam com 312 células e a potência combinada do 918 Spyder chega a 880 cv. Apesar da cavalaria impressionante, a Porsche declara médias de até mais 30 km/l – com uso de gasolina europeia.

São cinco modos de condução, a começar pelo E-Power. Nesta opção, o V8 atua como um mero recarregador das baterias das unidades elétricas que, sozinhas, garantem aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 7 s.

O modo E-Power tem autonomia reduzida, entre 16 e 32 quilômetros, mas leva o 918 Spyder a mais de 150 km/h.


Plug-in

As baterias também podem ser recarregadas em tomadas de energia convencionais, de 220 volts, mas a Porsche oferece uma estação dedicada (PSCS) que faz todo o trabalho em menos de 25 minutos. O conjunto é completado pelo câmbio pré-seletivo (PDK) com embreagem dupla e sete marchas.