O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), tentará a reeleição ostentando o título de segundo candidato mais rico do Brasil, entre as declarações dos postulantes a cargos majoritários das 26 capitais.

Com R$ 58,8 milhões em bens declarados à Justiça Eleitoral, Lacerda administrou a capital mineira por quatro anos. Chegará ao fim do mandato tendo recebido R$ 1,1 milhão em vencimentos, contando 13º e 14º salários. Para se tornar prefeito pela segunda vez, pretende gastar R$ 35 milhões. Seu adversário, o ex-ministro Patrus Ananias (PT), tem limite máximo de custo da campanha estimado em R$ 20 milhões. Seu patrimônio declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é R$ 850 mil.

De acordo com levantamento feito pelo Hoje em Dia, com base em dados divulgados pelo Tribunal, o candidato mais rico do país é Mauro Mendes, do PSB, mesmo partido do prefeito de Belo Horizonte. Ele tem patrimônio de R$ 116,8 milhões e deseja se eleger administrador da cidade de Cuiabá, no Mato Grosso. Pretende gastar na campanha R$ 6 milhões.

Mendes é empresário do ramo da metalurgia. Apenas em ações da empresa Bipar Investimentos o candidato possui R$ 105,7 milhões. O empresário já tentou por duas vezes ser prefeito, mas foi derrotado, mesmo tendo sido o maior doador da própria campanha.

Em apenas uma das capitais brasileiras, que tiveram os dados dos candidatos divulgados pelo TSE, os postulantes a prefeito têm menos de R$ 1 milhão em bens cada. Os candidatos mais “pobres” são de Vitória (ES). Na cidade, o aspirante com mais posses é Edson Ribeiro (PSDC) com R$ 919,8 mil. Em outras 18 capitais brasileiras os candidatos tem mais de R$ 1 milhão em patrimônio.

Em sete capitais as informações sobre os bens ainda não foram divulgadas.