Apostar no que foi realizado nos últimos três anos de administração, nas áreas consideradas mais vulneráveis pela população, é a estratégia utilizada pelo prefeito e candidato à reeleição, Marcio Lacerda (PSB). Saúde, mobilidade urbana e educação são os focos da campanha socialista. 

A pedido do Hoje em Dia, especialistas avaliaram parte dos programas de governo dos dois principais concorrentes. Nesta edição, trazemos as proposições do prefeito Marcio Lacerda. Na edição de segunda-feira (17) será a vez de Patrus Ananias (PT).
 
Saúde
 
O prefeito pretende construir 73 novos centros de saúde na cidade e sete novas Unidades de Pronto Atendimento (Upas) com funcionamento de 24 horas. Para o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde-MG), Renato Barros, a proposta é viável e ajudaria a reduzir as filas de espera.
 
Quanto às outras duas propostas de construir a maternidade de Venda Nova e do Hospital Odilon Behrens, Renato considera as medidas necessárias, mas alerta para o aumento na contratação e qualificação dos profissionais da saúde.
 
Mobilidade Urbana
 
Nesse setor, um dos mais cobrados pela população, Marcio diz que vai ampliar o metrô com as linhas Barreiro-Calafate e Lagoinha-Savassi. Para o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Minas Gerias (CAU/MG), Joel Campolina, o metrô é uma solução de longo prazo. “O custo de implantação é muito caro e as obras são demoradas, mas precisam ser feitas”, avalia.
 
Quanto à proposta do socialista de implantar BRT na Avenida Amazonas, o especialista classifica como inviável, uma vez que a via não comportaria tal obra. 
 
O candidato do PSB inseriu em seu programa de governo a construção de mais 200 quilômetros de ciclovias, além de aumentar o número de micro-ônibus que atendem às vilas e aglomerados. A medida é vista com bons olhos pelo especialista.
 
Educação
 
Na área da educação, Marcio Lacerda propõe aumentar de 65 mil para 120 mil as vagas nas escolas integradas, das quais, de acordo com seu programa de governo, também abrigarão crianças até três anos. 
 
Quanto à escola integrada, a professora Mônica Batista defende a substituição do modelo pela escola integral. “A escola integrada é um modelo interessante, mas não é o que a gente sonha em termos de qualidade”, declarou.
 
Mônica critica a inserção de crianças de zero a três anos no sistema integrado, uma vez que estas são acompanhadas por “oficineiros”, que não necessariamente, de acordo com ela, têm educação formal. “É temeroso pensar que crianças tão pequenas estejam na creche pela manhã e na escola integrada à tarde com pessoas não qualificadas”. O ideal, de acordo com ela, seriam as creches em horário integral.
 
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