A campanha política no município de Pouso Alegre, no Sul de Minas, deu a largada com um elemento surpresa. Entre os municípios maiores do Sul do estado, Pouso Alegre é o único com apenas três candidatos. O terceiro nad isputa só foi definido no último dia para o registro das candidaturas, na quinta-feira (5). 
 
O PSOL decidiu cancelar a convenção que havia decidido o apoio pelo candidato Enéas Chiarini para lançar um candidato próprio. Conforme explicações do próprio partido, a decisão ocorreu porque o ex-presidente foi destituído do cargo e a ata da convenção realizada no dia 10 de junho, acabou anulada. Outra convenção realizada no dia 30 de junho, com a nova presidência, decidiu por retirar o apoio a Enéas Chiarini e lançar um candidato próprio. O nome escolhido foi então o do jornalista Douglas Vasconcelos Bernardes (PSOL). 
 
A surpresa em torno do nome de Douglas mexeu com as articulações de apoio aos dois outros candidatos e com a população. “Ficou melhor assim, mais pulverizado, mais ideias para o debate da campanha”, defende o morador João Evangelista de Oliveira, 38 anos, dono de uma loja na cidade. A funcionária dela, Angelina Maria dos Santos, 23 anos, não tem a mesma opinião. “É mais barulho, mais panfletagem, mais poluição visual na cidade. Dois candidatos estava de bom tamanho”, acredita. 
 
O candidato Douglas tem 34 anos, é formado em jornalismo e estudante de direito. Esta é a primeira vez que ele concorre a um cargo eletivo. Sua vice, também pelo PSOL, é a comerciante Dulcinéia Goes, 50 anos, que também estreia na política como candidata. 
Os outros dois candidatos, os favoritos à disputa, são o atual prefeito Agnaldo Perugini (PT), tendo como vice, Mário Lúcio Matoso (PMDB) e a chapa formada por Enéas Chiarini (PPS) e seu vice Marcus Vinicius Teixeira (PSD).