A importância da partida é irrelevante. O que vale é a festa. É com esse espírito que os torcedores caminham rumo ao Mineirão para acompanhar o duelo entre Japão e México, neste sábado (20), válido pelo Grupo A da Copa das Confederações. Apesar do confronto não ter grande relevância (as duas seleções estão eliminadas), o público mineiro espera conferir um belo jogo no Gigante da Pampulha.

O jogador de futebol Luís Cláudio, de 35 anos, veio acompanhado da namorada Joana Mattos, de 19 anos, e do cunhado, Luiz Henrique, 17 anos. Habituado aos gramados, ele, que passou por alguns clubes do interior, disse que não há jogo sem motivação e que se defendesse alguma das seleções que aqui estão, entraria animado da mesma forma. “No caso deles, só de estar com a seleção já é motivação. Apesar de não valer nada, teoricamente, é importante para o jogador, ele quer se destacar”, aponta.

Sua namorada faz coro às suas palavras e se diz empolgada para o embate deste sábado. “É um evento internacional que talvez nunca possa participar novamente. Vim empolga ao Mineirão, mesmo sabendo que não vale muita coisa a partida”, afirma.

Jair e FrancielleA opinião deles é compartilhada pelo casal catarinenses Jair Fernandes, de 32 anos, e Francielle Riven, de 29 anos. Naturais de Criciúma, mas radicados há seis anos em Belo Horizonte, onde pretendem fixar residência, eles apostam em uma boa partida, mas afirmam que não torcerão por nenhum time. “O jogo em si é uma oportunidade. Hoje não temos nenhum time escolhido, viemos pela festa. Estamos na torcida é para o Brasil passar pela Itália, para assistirmos a Seleção aqui na quarta-feira”, aponta Jair.

Se eles não têm torcida, o mesmo não pode se dizer do grupo de japoneses que veio especialmente  a Belo Horizonte para conferir o embate. Masato Ochiai, Hayato Fujii e Tsukasa Hirano trabalham em São Paulo e ganharam a companhia de San Jadirson, um representante comercial brasileiro, que virou amigo dos nipônicos. Para eles não há essa história de amistoso e projetam que a partida de hoje será o primeiro passo para uma grande Copa do Mundo em 2014.

“Hoje não é jogo de amistoso. É jogo sério. Para Japão é sério. Claro que estamos tristes por não ter avançado, mas hoje daremos o primeiro passo para voltar aqui ano que vem”, diz o empolgado Hayato Fujii.