Quando a economia dá sinais de crise, como o fantasma da inflação batendo à porta e o exagerado aumento dos preços do tomate, um cargo público surge como porto seguro para garantir o bem-estar financeiros e familiar. E não deixa de ser uma boa aposta. Instituições públicas não costumam ser tão afetadas pelas oscilações da economia como o setor privado.

Em alguns casos, é preciso sacrificar a formação ou atividade em que tenha experiência para encarar um desafio totalmente novo. Mesmo assim, é possível se destacar e crescer dentro de uma empresa pública.

É o que explica o coordenador pedagógico do curso preparatório Mega Concursos, o professor Marcelo Cury. “A ascensão de um funcionário pode ocorrer em pouquíssimo tempo. Há instituições, como o Banco do Brasil, por exemplo, em que é possível conseguir uma promoção para assistente de gerência com apenas seis meses”.

Segundo Cury, tudo vai depender da capacidade, do interesse e do talento do funcionário. “Dependendo de sua capacidade de negociação, ele pode chegar à gerência de uma agência, depois de se tornar Assistente de Contas ou de Relacionamento, em apenas dois ou três anos”, exemplifica.

Para a especialista em Recursos Humanos Fernanda Barreto, independentemente se o profissional ingressar em uma empresa pública ou privada, é fundamental ter iniciativa e determinação.

“Existe uma imagem incorreta de que o serviço público não exige capacitação. Mas se qualificar continuamente naquilo que foi escolhido, com treinamentos e cursos que envolvam a gestão de pessoas e desenvolvimento de lideranças, dentre outros, são diferenciais que irão permitir que o profissional cresça dentro da instituição pública”, observa Fernanda.

Abdicar de uma carreira, antes mesmo dela começar, em prol de outra atividade não é problema para a estudante de jornalismo Nathália Lopes.

“Não vejo problema abrir mão de uma profissão para se aventurar em outra que lhe proporcione estabilidade. Pois muitas vezes criamos uma expectativa durante a faculdade que, depois, percebemos que não era tão romântico e desafiador como idealizamos. É preciso abraçar a carreira que garanta seu sustento”.