Em 2013, Neymar foi o grande protagonista da Copa da Confederações. À época com 64 kg, o atacante desequilibrou a favor da equipe canarinho e, não à-toa, foi eleito o craque do torneio. De lá para cá, deixou o Santos, se transferiu para o Barcelona, ganhou experiência tática e três quilos de massa muscular. E esse aprimoramento físico foi motivo de elogios por parte dos médicos e preparadores da Seleção Brasileira.

Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (28), o chefe do departamento médico da Seleção Canarinho, José Luiz Runco, afirmou que o ganho muscular não prejudicou a performance do atleta. “O Neymar levou uma grande vantagem quando ele ganhou peso após a operação da garganta. Ele teve um ganho após a cirurgia e vem o ganho do trabalho. Não vejo diferença dele no aspecto de atleta que ele era na Copa das Confederações e agora”, avaliou.

Runco aproveitou para minimizar a recente lesão no pé de Neymar, que o deixou de fora do final da temporada europeia. “Nós temos um relacionamento muito bom com quase todos os clubes que temos jogadores convocados e eles têm sido de uma cortesia grande. Qualquer problema que pode comprometer o atleta, eles nos mandam a imagem. E isso foi uma facilidade para tratar o Neymar. Conseguimos perceber tanto na imagem inicial como na final do seu pé que ele teve uma recuperação muito boa. Ele está totalmente recuperado”, afirmou.

Já o preparador físico da Seleção Brasileira, Paulo Paixão, elogiou a condição física do craque. “Lógico que é excepcional (o ganho de massa muscular), não só pela parte física, mas, também, pela técnica. Ele pôde medir forças com atletas que estão na Europa. Isso nos dá segurança de que ele poderá desenvolver seu talento e estar no seu ápice na Copa do Mundo. Vejo com muito otimismo que ele possa ser o atleta que vai despontar na Copa do Mundo”, avaliou.

Paixão aproveitou para afirmar que Neymar é um atleta de excepcional capacidade técnica e que esse fator poderá ser determinante para o sucesso canarinho. “O Neymar é a excelência técnica. O atleta de excelência técnica tem a capacidade de decidir. Nos 44 anos que tenho de futebol, vários foram os casos em que um atleta não estava 100% fisicamente, mas resolveu. O Neymar nos deu a confiança de que poderá repetir a mesma performance que teve na Copa das Confederações (quando foi o melhor atleta do torneio”, completou o preparador físico.