O fim da Copa do Mundo não significa refresco para as novas arenas. Das 12 casas do Mundial, nove serão utilizadas entre esta terça-feira (15) e domingo (20), com as Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Algumas ainda estarão passando por fase de adaptação, casos de Itaquerão e da Fonte Nova, que desmontam as arquibancadas móveis, mas mesmo assim, vão hospedar jogos normalmente.

O Maracanã, palco da decisão entre Alemanha e Argentina só volta à cena no próximo dia 27 com clássico entre Flamengo e Botafogo. Ameaça maior ao lado da Arena Amazônia, em Manaus, de se transformar em um "elefante branco", a Arena Pantanal, em Cuiabá, já tem programação para os próximos três meses. Em parceria do Governo com a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), ficou acordado a realização do jogo do Vasco contra o Santa Cruz, nesta terça, às 21h50, pela Série B, com expectativa de 35 mil pessoas no estádio.

No domingo, o Cuiabá-MT receberá o Paysandu-PA pela Série C. Os clubes mato-grossenses, por sinal, serão os responsáveis por não deixar a arena "parada". E a iniciativa para que as arquibancadas tenham bom público foi a realização de rodadas duplas. Serão quatro jornadas entre agosto e setembro, com Luverdense (Série B), Cuiabá (C) e Operário (D) em campo. Negociações ainda visam levar outros times da elite à Arena Pantanal. Depois, o estádio será repassado à iniciativa privada. O processo de concessão deve ter início durante este mês.

Dois outros estádios recebem duelos da Série B nesta terça. A Arena Pernambuco, no Recife, será palco de Náutico x Sampaio Correa. O clube da casa, por sinal, é o único do estado confirmado como mandante no local - já jogou por lá em 2013. Mas há negociação com o Sport para, eventualmente, o time rubro-negro também usá-lo como a sua casa.

Às 21h50, a Arena das Dunas, em Natal, reabre as suas portas para América-RN x Bragantino. Foi feita uma promoção para captação de público, com ingressos por R$ 15. O time potiguar mandará todos os seus jogos da segunda divisão nacional no estádio, que ainda será aberto para eventos ou shows.

A Arena Castelão, em Fortaleza, inicialmente hospedará jogos do Ceará na Série B. O primeiro jogo acontece no sábado, às 16h20, diante do Icasa.

SÉRIE A DOMINA

Os jogos da elite é que dominarão a maioria das arenas - com Corinthians, no Itaquerão, Cruzeiro, no Mineirão, Internacional, no Beira-Rio, Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, Flamengo, Fluminense e Botafogo, no Maracanã, e Bahia, na Fonte Nova.

Deles, apenas o Maracanã não abre as portas de imediato - passa por adaptações pós-Copa. Os demais já terão seus times em ação agora. Outra a realizar promoção na venda de ingressos, a Arena Fonte Nova espera "casa cheia" nesta quarta, quando o Bahia apresentará a sua renovada equipe no duelo contra o São Paulo. Bilhetes mais baratos foram vendidos por 20 reais e a expectativa é "que o público seja semelhante ao da Copa". A confiança é geral em estádios cheios na volta dos clubes aos gramados.

O Corinthians, por exemplo, confia em 40 mil nesta quinta diante do Internacional. Até esta segunda, 20 mil ingressos já haviam sido comercializados. Mesmo com o desmonte das arquibancadas provisórias e a realização de outras obras, a casa corintiana vai hospedar o time até o fim do ano sem intervenções. "As obras serão realizadas por Odebrecht e Fast e vamos ter os jogos normalmente", afirmou Lúcio Blanco, diretor de arrecadação do clube.

O líder Cruzeiro faz uma semana que "convoca" seus torcedores para o duelo contra o Vitória, também na quinta. O pedido da diretoria vem sob convite para realização de "uma grande festa para o líder" no Mineirão, em Belo Horizonte.

O Internacional e o Atlético Paranaense jogam fora na semana. Mas também querem realizar festa no domingo no retorno ao lar. O Mané Garrincha, casa dos cariocas e do Santos em 2013, e Arena da Amazônia ainda buscam jogos para o segundo semestre. O estádio de Manaus recebeu solicitação de eventos variados e também de jogos, mas até o momento teve confirmado apenas um show. Enquanto não fecha jogos, a arena passa por obras da desmontagem das estruturas complementares usadas no Mundial. A situação do estádio em Brasília é parecida, com negociações de shows, jogos e eventos ainda sem data definidas.