O Kindle pode ser considerado um antecessor dos tablets. Afinal, o e-reader da Amazon pode até não ter sido o primeiro do gênero, mas ajudou a disseminar o conceito que foi consolidado pelo iPad. Há apenas três meses no mercado brasileiro, o livro digital tem três versões por aqui: básica (R$ 300), Paperwhite (R$ 480) e Paperwhite 3G (R$ 700). Avaliamos o modelo intermediário, que oferece conexão Wi-Fi e tela monocromática de alta resolução.

O preço não é muito animador, principalmente para um dispositivo móvel sem aplicações multimídia. Com mais R$ 120, o consumidor leva para casa um Galaxy Tab 2, da Samsung, que oferece uma infinidade de recursos.Mas a proposta do Kinde Paperwhite é ser apenas um e-reader. E, nisso, ele é imbatível. A começar pela tela sem reflexos, que permite uma leitura confortável tanto em ambientes iluminados com em locais escuros.

Por executar poucas tarefas, sua bateria dura uma eternidade e a recarga é feita via USB, no próprio PC. O fabricante garante que a carga dura até oito semanas, no modo de espera. Na prática, a autonomia não é tão vasta, mas também não decepciona.

Sua memória de 2 GB parece uma mixaria, se comparada aos tablets, mas é mais que suficiente para carregar uma biblioteca no bolso. Os arquivos baixados também são diminutos e são descarregados em poucos segundos.
Entre os ajustes, é possível alterar a intensidade de luz da tela e tamanho e desenho da fonte. O usuário pode, ainda, ler diversos livros ao mesmo tempo, sem se preocupar em perder a marcação das páginas. Quem tem conta no Facebook também pode postar suas marcações e observações sobre trechos destacados.
 
A tela de sete polegadas não cansa as mãos e seu peso, de 200 gramas, é três vezes menor que o do iPad. Dá até para navegar pela web, mas de maneira lenta e em preto e branco.
Então, melhor não...