Finalmente, férias! O primeiro mês do ano é, para muita gente, sinônimo de férias. Momento em que se pode pegar toda a família e cair na estrada. Mas, antes de iniciar a jornada rumo ao lazer, é preciso dedicar atenção ao automóvel que, obrigatoriamente, precisa passar por uma revisão para não transformar o passeio em um verdadeiro calvário. Para isso, elaboramos um manual completo de manutenção, além de dicas, divido em três partes: antes de sair de casa, durante e depois da viagem.

Seguindo esta cartilha, você garante que seu tão estimado carro não será o vilão do verão de sua família, certo?! Então, vamos lá:

Orçamento

Muita gente tem o hábito de rodar o ano inteiro com seu automóvel, sem se preocupar com a manutenção preventiva. Quando chega janeiro, hora de colocá-lo para rodar na estrada, o orçamento já está comprometido com matrícula escolar, Impostos Predial e Territorial Urbano (IPTU), sobre Propriedade de Veículos Automotor (IPVA), fatura do cartão de crédito, que explodiu no Natal, e não sobra nada para a revisão do possante.

E o que muito motorista faz, de forma absolutamente equivocada, é acreditar que seu carro é o melhor do mundo e completamente capaz de cumprir as jornadas de ida e volta, sem apresentar qualquer tipo de problema. O resultado, na melhor das hipóteses, vai ser o retorno para casa a bordo de um reboque, que custará mais que a própria revisão, sem contar as despesas com reparo que o aguardam na oficina.

Antecipe a revisão

Dessa forma, o melhor é aproveitar para agendar a revisão ainda em dezembro, para evitar o congestionamento de clientes nas oficinas e nas redes autorizadas para que seja feito um diagnóstico dos itens de desgaste que precisam de substituição.

Diagnóstico

Especificamente, devem ser checados os conjuntos de freios e suspensão, além da motorização e toda a parte elétrica. Assim como os pneus, os freios são um dos principais componentes de um automóvel. O sistema é o principal recurso para se evitar um acidente, em condições extremas e sua revisão consiste em conferir o estado das pastilhas, dos discos, lonas, tambores e conjunto hidráulico, que inclui cilindro mestre, válvulas e o fluido de freio.

Entre os sintomas que dão sinais de comprometimento dos freios, um é facilmente perceptível: se, quando o motorista pisa no pedal, ele sente uma trepidação contínua, é sinal de que há calo nos discos, o que reduz a eficiência do sistema e acelera o desgaste das pastilhas.

Outro sintoma é a demora para resposta, quando se aciona os freios. Isso pode significar que a pastilha está gasta e precisa ser trocada imediatamente, pois, além de aumentar o risco de acidente, isso também pode provocar danos nos discos – aumentando o prejuízo, mais tarde.

Lonas gastas

Já quando o condutor precisa puxar demais a alavanca do freio de mão é sinal de que as lonas dos tambores estão gastas ou, na melhor da hipóteses, que ele está desregulado. Da mesma forma, quando o motorista puxa a alavanca do freio de mão e ela não passa do segundo dente, é preciso regulá-lo corretamente para evitar que o carro rode “preso”, desgastando e superaquecendo as lonas – o que acaba reduzindo sua eficiência e vida útil.

Por fim, se o motorista perceber que é preciso “bombar” o pedal para melhorar a atuação dos freios, é sinal de que aparte hidráulica do conjunto está com problemas, que podem ser vazamentos ou até falta de fluido.

Normalmente, quando a maioria desses problemas ocorre, a luz do freio de estacionamento acende no painel de instrumentos.