A economia do país não está em seus melhores dias. Uma de suas concorrentes acaba de inaugurar fábrica em Santa Catarina. O dólar se valorizou e fez subir o custo dos importados. Mas nada disso fez Jörg Hofmann, presidente da Audi no Brasil, desistir de sua meta dupla: aumentar o volume de vendas da marca e liderar o segmento dos automóveis de luxo no país. Tarefa nada fácil quando se lembra que os outros “players” do segmento são marcas igualmente famosas como Mercedes-Benz, BMW, Volvo, Lexus e Jaguar.


O que mais surpreendeu nas estatísticas foi a queda da BMW, que liderou o mercado premium nos dois últimos anos. Mas depois que inaugurou, em 2014, uma fábrica na cidade de Araquari, em Santa Catarina, ao invés de disparar na liderança, a marca de Munique entregou o alto do pódio para a Audi nos primeiros meses de 2015.


As três alemãs premium anunciaram produção no Brasil, mas a única planta já inaugurada foi a da BMW. A Mercedes está construindo em Iracemápolis (interior de São Paulo), com inauguração prevista para 2016, e a Audi (em parceria com a VW) inicia sua produção no segundo semestre deste ano na fábrica de São José dos Pinhais (PR). A Jaguar Land Rover também constrói em Resende, no interior do Rio de Janeiro.


A marca das quatro argolas foi a de melhor desempenho nos últimos anos e saiu da “lanterninha” em 2013 para assumir a liderança das vendas de janeiro a maio deste ano, com 6.375 unidades, à frente da BMW com 5.909 carros, a única das três que registrou queda de vendas neste ano. A Mercedes-Benz também cresceu em 2015 e quase empatou com a BMW (5.748 unidades).


A Audi registrou recorde de vendas no país em maio, com 1.358 unidades. O volume em 2015 superou em 12% o mesmo período de 2014, e um dos motivos do sucesso foi a expansão da rede de concessionárias, hoje com 50 pontos no Brasil.