Todo mundo sabe que norte-americano é cheio de manias e defendem suas “tradições” a todo custo. Quando se fala de automóvel não é diferente, pelo contrário, é quase uma religião. E nos dogmas de Detroit, carro de americano sempre precisou ser grande, com suspensão macia e um enorme V8, seguindo a máxima: “Nada substitui as polegadas cúbicas”.

Mas com o aumento da exigência de veículos mais eficientes e menos nocivos ao meio-ambiente a indústria se viu obrigada a encurtar seus carros, eliminar um monte de cilindros dos motores e aplicar turbo. No entanto, a nova ordem pode ser subvertida quando o assunto é muscle-car, como é o caso da nova edição do Camaro ZL1.

Se a atual geração equipada com unidade quatro cilindros turbo quebrou paradigmas e torceu os narizes mais radicais, a inclusão de um compressor mecânico ao conhecido V8 LS1 6.2 litros resultou em soberbos 649 cv e assustadores 88 mkgf de torque, que credencia um lugar de destaque nas improvisadas disputas de quarto de milha pelas largas avenidas dos EUA.

No entanto, além da potência excepcional (são quase 200 cv à mais que a versão SS) chama atenção a nova transmissão automática de 10 marchas da GM, que se tornará padrão nos próximos anos. Completa o conjunto de novidades o conjunto de suspensão com amortecedores com controle magnético de carga, nova rodas aro 20 e novo pacote visual com uma imensa grade para assustar Mustangs e Challengers nas highways.