Depois de exibir a versão conceitual da nova geração do Civic, no Salão de Nova York, a marca japonesa apresentou o modelo final, bem longe dos holofotes do Salão de Frankfurt. Com linhas mais angulosas e estilo de carroceria notchback (há quem diga que ele seja um fastback, mas isso é uma discussão para outro momento), o sedã ganhou um inédito motor 1.5 turbo e injeção direta para atender as normas de consumo e emissões, que andam mais severas nos Estados Unidos.

Mas a principal missão é conter o avanço da Hyundai, que ameaça a vice-liderança da marca nos EUA. Assim como no Brasil, o Toyota Corolla lidera o mercado de sedãs compactos (aqui são médios) com uma boa margem de folga.

Claro que os acionistas esperam que o modelo também faça frente ao Toyota, mas evitar o avanço do sul-coreano é fundamental para a marca. Só em junho foram vendidas 30,6 mil unidades do Corolla contra 28,7 mil do Civic. Mas a questão é que o Elantra tem encostado no Honda, beirando as 27 mil unidades. No ano passado, ele desbancou o Ford Focus e Nissan Sentra, e fechou o ano em quarto lugar, com mais de 220 mil unidades. Neste ano, pode deixar o Cruze a ver navios.

Roupas e armas

A nova carroceria deixou o Civic mais musculoso e atenuou as críticas à geração passada, considerada conservadora demais. Mas é no cofre do motor que o japonês revolucionou para valer. A nova unidade turbo com injeção direta 1.5 litros rende 175 cv, unida a uma transmissão automática do tipo CVT. A marca ainda manterá o motor 2.0 de 158 cv e caixa manual de seis marchas na versão de entrada.

Por dentro, a principal novidade é o painel de formato convencional, aposentando o quadro de dois andares.