Há poucos anos, muitos fariam o sinal da cruz ao ver um automóvel falando, freando ou girando o volante sozinho. Hoje, até veículos de custo médio já “manifestam” suas iniciativas. Eles começaram e “enxergar” em 1992, quando a Mitsubishi inventou um sistema para avisar ao motorista sobre excessiva aproximação em relação ao veículo à frente, mas que não tomava qualquer atitude para evitar colisões. Preocupados com a segurança e possíveis custos de indenizações, só no ano 2.000, após os sistemas adquirirem total confiabilidade, é que os fabricantes vieram a conceder ao automóvel autoridade para frear.

Hoje chegamos ao ACC – “Adaptative Cruise Control” ou “Autonomous Cruise Control”, que significa “Controlador de velocidade que se adapta às condições do trânsito”. Mas não o chame de “Piloto automático”! Ele não pilota nada, apenas acelera ou reduz.

Simplificadamente é um sistema que mantém a velocidade programada pelo motorista, como qualquer “cruise control” da década de 1950, acrescido da capacidade de frear nas descidas e, em caso de trânsito lento à frente, se manter a uma distância segura dos outros veículos.
 
Assim que os “chatos” saem do caminho, seu carro volta à velocidade escolhida. Mesmo quando o ACC não está em uso, na maioria dos sistemas ele permanece “vigiando” obstáculos. Em caso de aproximação perigosa, ele emite sinal sonoro ou treme o volante para avisar e eleva a pressão do freio para a provável utilização que virá. Se o motorista não fizer nada, com o encurtamento da distância, o sistema aplica parcialmente os freios. Por fim, quando não for mais possível manobra evasiva, o freio é acionado em sua capacidade máxima, visando evitar ou reduzir o choque.

Vale mencionar que o sistema só assume a situação quando não é mais possível melhor entendimento pelo motorista. Essa é a filosofia atual!

Já existe e em breve se tornará comum, uma nova geração de ACC que faz curvas com base em GPS e nas faixas laterais das pistas. Mais pra frente, teremos o C-ACC - Cooperative-Adaptive Cruise Control, com o qual os veículos “conversarão” entre si informando suas posições e quais manobras pretendem fazer, para que os “colegas” desviem ou aguardem a vez.

Só espero que nessa hora, nossos amigos de quatro rodas não se distraiam com as fofocas automotivas, descuidando de nossa segurança