Automóveis com transmissão automática ganharam espaço no mercado brasileiro nos últimos 10 anos, principalmente depois que surgiram os primeiros modelos automatizados, solução mais barata que o tradicional sistema de conversor de torque, mas que, por outro lado, são menos suaves. Na sequência, vieram as transmissões de dupla embreagem, que resolviam o problema dos trancos, mas que também eram relegadas ao modelos mais sofisticados.

Atualmente, há opções de automóveis populares com transmissões automáticas, automatizadas e até sistemas de dupla embreagem em modelos compactos, com preços abaixo dos R$ 60 mil.

Confira quais são esses modelos disponíveis no Brasil, quanto custam, o que oferecem, assim como as vantagens e desvantagens de cada tipo de transmissão.

Peugeot

Peugeot 208 (A partir de R$ 58.590)

O Peugeot 208 é um automóvel surpreendente nos quesitos conforto e conteúdo, desde a versão de entrada. Atributos que chave no planejamento da PSA para conquistar o consumidor. No entanto, para ficar livre da embreagem, é preciso partir da versão Allure 1.6, equipada com a mesma unidade de quatro marchas do primo Citroën C3, e que não sai por menos de R$ 58 mil.

Pontos Positivos: A combinação do motor 1.6 de 122 cv com a caixa de quatro marchas faz um casamento bastante acertado. O conjunto oferece trocas suaves e boa oferta de torque em praticamente qualquer regime. Além disso, a versão ainda conta com um enorme teto solar panorâmico.

Pontos Negativos: O senão desta transmissão é o mesmo do C3. Quatro marchas são insuficientes para garantir baixo consumo, ainda mais em velocidades de cruzeiro com rotação alta.

SEGUNDA OPÇÃO: O conjunto também pode equipar o jipinho 2008, que parte de R$ 76.390.

Hyundai

Hyundai HB20 (A partir de R$ 52.745 )

 

Hyundai HB20

Para lançar o HB20 no Brasil, a Hyundai traçou uma estratégia que inseria o modelo em diversas faixas de preços e conteúdos, assim como já faziam os líderes do segmento. Mas desde a versão básica, a Comfort Plus, com motor 1.6, é possível combinar transmissão de seis marchas com o motor 1.6 de 128 cv, de maneira que era possível levar o automático sem ter que recorrer às versões topo de linha.

Pontos Positivos: Assim como o Onix e C3, o HB20 recorre a uma transmissão automática acionada por conversor de torque, que garante suavidade, conforto e força para mantê-lo parado nas ladeiras, facilitando as arrancadas e baixa rotação em velocidades de cruzeiro.

Pontos Negativos: Quase que irrepreensível, o senão dessa transmissão se limita ao consumo mais elevado que a caixa manual.

SEGUNDA OPÇÃO: O conjunto também pode equipar o sedã HB20 S, que parte de R$ 53.225

Fiat

Fiat uno (A partir de R$ 46.158)

 

 

Fiat Uno

A caixa automatizada Dualogic Plus, desenvolvida pela Magneti-Marelli, pode ser aplicada em praticamente todos os modelos fabricados na unidade de Betim. No entanto, a versão mais acessível parte no Uno Way 1.4. Leve, a transmissão trabalha sem esforço e casa bem com o motor 1.4 de 82 cv, mas não tem força para segurar o carro “na caixa” numa ladeira.

Pontos Positivos: O Uno surge como uma das opções mais acessíveis para quem quer ficar livre do pedal da embreagem. Com acionamento por botões, o sistema eliminou a alavanca do trambulador e o acionamento é feito por botões.

Pontos Negativos: Apesar da relativa melhora, a segunda geração da transmissão ainda não conseguiu ficar livre dos trancos, mas o segredo é aliviar do acelerador o pé no momento da troca.

SEGUNDA OPÇÃO: Disponível em quase toda a gama, a caixa também equipa o Palio a partir de R$ 53.870.

Citroën

Citroën C3 (a partir de R$ 54.515)

Citroen C3

Transmissão automática é uma realidade no Citroën C3 desde a primeira geração, o que ajudou a agregar valor ao compacto francês. Na atual geração, a transmissão continua sendo ofertada a partir da versão Tendance, com motor 1.6 de 122 cv. Muito superior às caixas automatizadas e garante conforto no uso cotidiano.

Pontos Positivos: A combinação do motor 1.6 de 122 cv com a caixa de quatro marchas faz um casamento bastante acertado. O conjunto oferece trocas suaves e boa oferta de torque em praticamente qualquer regime.

Pontos Negativos: Na engenharia há uma regra de quanto mais marchas, maior a eficiência. Nesse ponto as quatro marchas comprometem a performance e também elevam o consumo.

SEGUNDA OPÇÃO: O conjunto também pode equipar o minivan C3 Picasso, que parte de R$ 58.215

GM

Chevrolet Onix (A partir de R$ 52.750)

 

 

GM Chevrolet Onix

O Onix se tornou o principal produto da Chevrolet no mercado brasileiro. Bonitinho o hatch caiu nas graças do consumidor por associar mecânica confiável, baixo consumo de combustível e desempenho satisfatório para sua categoria. A transmissão automática pode ser aplicada desde a versão básica LT, no entanto é preciso optar pelo motor 1.4 de 106 cv.

Pontos Positivos: É o único popular com transmissão automática com conversor de torque e seis marchas, o que garante trocas suaves sem os trancos da enfadonha caixa automatizada Easytronic, da Bosch, pioneira no segmento, que equipou modelos como Agile, Meriva e Corsa.

Pontos Negativos: Não há reclamações para essa transmissão; no entanto, ela exige muito do pequeno motor 1.4 de 106 cv e 13,9 mkgf de torque.

SEGUNDA OPÇÃO: O conjunto também pode equipar o sedã Prisma, que parte de R$ 56.690

vw

Volkswagen uP! i-Motion (A partir de R$ 43.590)

 

 

Volkswagem

A opção mais barata do mercado, a caixa automatizada i-Motion foi a resposta da VW ao Dualogic da Fiat e ao Easytronic da GM. Fornecido pela Magneti Marelli é o mesmíssimo sistema utilizado pelos italianos de Betim. A opção mais acessível da caixa está no up!, na versão Move. No entanto, para o popular, a caixa foi redesenhada, garantindo bom acerto com o motor três cilindros 1.0 de 82 cv.

Pontos Positivos: Leve e adaptada ao motor do up!, a transmissão tem boas respostas, apesar dos trancos comuns nesse tipo de sistema. No entanto, mantém a ótima eficiência do carrinho.

Pontos Negativos: Praticamente sem pontos negativos (desconsiderando os trancos), uma observação está na manutenção desta versão da transmissão projetada somente para o motor do três cilindros, o que pode encarecer uma manutenção futura. Fora isso, sem problemas

SEGUNDA OPÇÃO: Na linha Fox, com motores 1.6, a opção de caixa i-Motion parte de R$ 53.290.

 

Renault

Renault Sandero (A partir de R$ 49.200)

 

Renault

A Renault deu um grande passo para trás quando lançou o novo Logan e aposentou a transmissão automática de quatro marchas (ainda disponível do Duster). O remendo veio no final de 2014 com a transmissão automatizada Easy’R, que estreou no Sandero Stepway e depois foi incorporada à linha a partir da versão Expression 1.6. Longe do ideal, não deixa de ser um alívio no trânsito caótico.

Pontos Positivos: A caixa fornecida pela alemã ZF garantiu uma preço final mais acessível do que o uso da transmissão de quatro marchas. Acostumar com os trancos demora, mas dá para conviver.

Pontos Negativos: Como qualquer transmissão automatizada de embreagem simples, essa caixa não foge dos trancos. Além disso, ela tende a se confundir e subir marcha em rampa, ao constatar uma elevação de rotação, minando a força do motor.

 

SEGUNDA OPÇÃO: O conjunto também pode equipar o sedã Logan, que parte de R$ 52.900.