Já que estamos no futuro, na exata semana em que o Marty McFly, de “De volta para o Futuro II”, partiu de 1985 para chegar a 21 de outubro de 2015, que tal viajar em direção oposta, a 1960, até um café no coração da Inglaterra, para um “racha” com uma galera da época que curtia adrenalina? Isso era tão comum que criou uma categoria de motocicletas, “Café Racer”, que herdou o estilo das máquinas criadas por esses rebeldes, que tiravam tudo o que era supérfluo para diminuir o peso e, rebaixavam o guidão e mexiam na posição das pedaleiras, para ficarem o mais deitados possível, em busca de melhor aerodinâmica, tal como a Triumph Thruxton 900.

Não há programação eletrônica para nada, apenas a suspensão traseira tem ajuste de carga regulável mecanicamente. É dar a partida e sair andando. Aliás, antes de ligar, puxe o botão do afogador para matar a saudade das “carburadas” British Twins da década de 1960. Mas, de antigo basta o visual.

O motor com 865 cm³ de cilindrada produz 69 cv e música pela descarga. Ela responde firme e suave em todas as rotações, de forma especialmente elogiável em baixa velocidade.

Triumph Thruxton 900

O QUE É?
Estilo “Café Racer” com as mesmas linhas da icônica Thruxton T120 de 1960.

ONDE É FEITA?
Fabricação inglesa e montagem em Manaus.

COMO ANDA?
Muita força na cidade e fôlego na estrada. Ela faz de 0 a 100 km/h em pouco mais que 5 segundos e a velocidade máxima gira em torno de 190 km/h.

QUANTO CUSTA?
R$ 33.490

COM QUEM CONCORRE?
Não é fácil comparar uma lenda. Apesar de bastante diferentes, as mais próximas seriam a Harley-Davidson 883 Iron (R$ 42.900), Yamaha Midnight Star (R$ 37.500) e, bem mais distante, a moderna Honda CTX 700N 750 (R$ 32.077).

COMO BEBE?
A média em percurso misto (cidade/estrada) de 18,5 km/l.

COMPORTAMENTO:
Moto “na mão”, ágil e firme nas curvas. O guidão, leve quando em movimento e pesado nas manobras em neutro impulsionando com os pés, tem reações adequadas às inclinações. A embreagem não é pesada e o câmbio com cinco marchas tem engates leves e precisos. O freio não conta com ABS, trate de tomar cuidado em pistas molhadas ou com areia. O assento baixo com apenas 82 cm de altura facilita a vida dos baixinhos, mas as pedaleiras fielmente instaladas mais atrás como nas antigas, não estão em posição ergonômica, só com o tempo é que se acostuma.

ACABAMENTO:
Montagem e acabamento primorosos.

MERCADO:
Motocicleta voltada para o “nicho” de mercado dos que procuram um produto clássico ou saudosista, com pequena participação nas vendas nacionais.

CONCLUSÃO:
Uma máquina para quem quer curtir o passado em uma motocicleta simples e com desempenho de sobra na cidade ou estrada. Mesmo o iniciante terá facilidade na utilização. Pilotagem prazerosa e bastante conforto para o piloto e garupa em função do amplo assento. A ausência de ABS nos freios preocupa em relação à segurança.

PONTOS POSITIVOS:
ESTILO
AGILIDADE
DESEMPENHO

PONTOS NEGATIVOS:
POUCA ELETRÔNICA
SUSPENSÃO DURA