Ela não é nova, já foi produzida entre 1962 e 1975. Apesar da “mistura” de estilos, seu nome não tem nada a ver com o “scrambled eggs” (ovos mexidos), que os norte-americanos tanto apreciam no desjejum. O nome vem do verbo “to scramble”, que, em tradução livre, significa vencer uma inclinação difícil. Ela foi precursora das atuais “trail”. Em uma época em que não havia motocicletas desenvolvidas para o fora-de-estrada, a Scrambler encarava com bastante facilidade os caminhos mais difíceis.

Personalização

O modelo é um “curinga”, para o proprietário customizar ao seu gosto. A própria fábrica em breve estará oferecendo versões voltadas para enduro, estrada, velocidade, clássica e, quem sabe até uma com menor cilindrada. A idéia é ser simples. Nada de muita eletrônica, mirabolantes programações ou profusão de penduricalhos. É ligar e sair andando! Na verdade, tirando o freio à disco com ABS e traseira mais moderna, ela é bastante fiel à antecessora.

Fora o estilo, o motor cresceu bastante. Enquanto as antigas tinham cerca de 450 cm³, a atual saltou para 800 cm³. Considerando isso em um “corpinho” com apenas 170 kg, o resultado é muita força em baixas rotações e fôlego de sobra na estrada.

Mas não pense que é bruta. Apesar da tendência de “socar” e pedir “meia embreagem” abaixo das 2.000 rpm, acima disso o motor é suave e cresce linearmente.

O QUE É?

Muita gente já considera o estilo “Scrambler” para a versatilidade e visual retrô do modelo. Os mais teimosos ainda preferem a denominação “Custom”.

ONDE É FEITA?

Fabricado na unidade de Manaus.

QUANTO CUSTA?

R$ 38.900

COMO ANDA?

Motor 2 cilindros em “L”, 803 cm³, 75 cv e torque de 6,9 mkgf. O fabricante não divulga o desempenho, mas estima-se aceleração de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos e velocidade máxima de 190 km/h.

COM QUEM CONCORRE?

Embora diferenças marcantes, as concorrentes mais próximas são os modelos da linha “Sportster” da Harley Davidson, entre R$ 42.900 e R$ 51.100, e a Triumph Bonneville por R$ 32.490.

COMO BEBE?

Em percurso cidade/estrada, média de 19,2 km/l.

COMPORTAMENTO:

Motor forte e vigoroso, mesmo com garupa. Suspensão firme, porém mais agradável que concorrentes duras e que “batem” frequentemente contra o fim-de-curso. Bastante pequena, a pilotagem é leve e o assento baixo facilita as manobras impulsionando com os pés. Em contrapartida, maiores que 1,80 m ficam apertados, tendendo a empurrar o garupa para trás, que acaba na pontinha do assento. Freio a disco com ABS suave e eficiente. O câmbio tem engates pouco precisos, com falsos “neutros” entre as marchas e embreagem ligeiramente pesada.

ACABAMENTO:

Elogios para a pintura, montagem e acabamento dos componentes, deixando a desejar apenas quanto à instalação do canister em local muito exposto e corte irregular da extremidade interna das coberturas laterais do tanque.

Pontos positivos:

Estilo
Desempenho
Leveza

Pontos Negativos:

Câmbio impreciso
“Soca” em baixa rotação