SÃO PAULO (SP) – Na corrida pelo futuro ninguém quer ficar para trás, muito menos a pioneira na produção de veículos em larga escala. Por isso a Ford trouxe ao Brasil seu maior especialista no assunto, Thomas Lukaszewicz, que comanda a área de direção automatizada do Centro de Pesquisa e Engenharia Avançada da marca em Aachen, na Alemanha, para divulgar seus esforços e conquistas.

Apesar de as novidades não serem muitas, com a maioria dos recursos apresentados já de conhecimento publico e disponíveis em diversos modelos “Premium”, como controladores de velocidade que reduzem ao se aproximarem de veículos lentos à frente, sistema que “enxerga” as faixas da pista e mantêm o veículo na estrada, retrovisores que avisam quando há objetos em locais invisíveis e comunicação automática para acionar resgate em caso de acidente, alguns assuntos interessantes foram abordados.

Primeiro saiba que não chegaremos diretamente ao 100% autônomo, no qual você poderá dormir enquanto ele cuida de tudo. Um autônomo ainda depende da qualidade das faixas, ausência de cruzamentos, condições meteorológicas e do comportamento dos outros motoristas. A independência será gradativa, em escala de 0 a 5 conforme classificação SAE - Society of Automotive Engineers. Passaremos por versões em que cada vez menos o motorista terá que interferir na condução, como faz o instrutor de auto-escola que segura o volante quando o aprendiz faz besteira ou tem medo.

Segurança

Na segurança ativa, que busca evitar o acidente, teremos sistemas que “lerão” as placas de trânsito e tomarão providências. Ao “ver” o sinal característico de uma rotatória, o veiculo acionará iluminação lateral, para facilitar a visão nas curvas alternadas que virão. Nosso automóveis também conversarão entre si, para decidir quem passa primeiro por um cruzamento ou avisar que estão em local perigoso. Outra ajuda nos cruzamentos, será a instalação de câmeras laterais na dianteira, para mostrar que vem na outra via, antes que você possa enxergar.

Na passiva, que entra em ação após o acidente, cintos de segurança infláveis cuja ação pneumática segura o corpo de forma cinco vezes mais suave que os convencionais, evitarão lesões internas e na pele. Há também o desenvolvimento de materiais ultra ultra resistentes, para a parte central da carroceria, de forma que espaço dos passageiros não se deforme, enquanto as extremidades mais macias amorteçam o impacto como travesseiros. Adeus para que cadeirinhas de crianças presas pelos cintos. Como já é comum em outros países, serão fixadas por práticos encaixes diretamente na estrutura do veículo.

Energia

Fora da segurança, os automóveis elétricos terão os motores no espaço ocioso que existe dentro das rodas... Assim teremos mais um porta-malas, não precisaremos da pesada e cara transmissão e as rodas poderão virar 90º, para o veículo entrar “de lado” nas vagas. Falando em vagas, também estão chegando auxiliares de estacionamento que você comanda de fora do veículo. É... chega logo futuro, não demore...