Como é de praxe no encontro de Amelia Island, toda edição presta uma homenagem a algum grande piloto da história. No ano passado, o gracejo foi concedido ao britânico Stirling Moss. Este ano, o homenageado foi o piloto alemão Hans-Joachim Stuck. Além da exposição de vários de seus carros de competição, ele entrou no gramado dirigindo um deles, o Porsche 962C vencedor das 24 Horas de Le Mans em 1986.

Os dois “Best of Show” deste ano foram um Pegaso (fábrica espanhola que existiu de 1951 a 1958) como esportivo e um Rolls-Royce Phantom II Town Car 1930 (como o mais elegante, que o leitor pode conferir na foto que abre o caderno).

O carro espanhol tem uma história interessante: o Pegaso Z-102 foi produzido em 1952 nesta versão especial (BS Cupula Coupe) chamada de “El Dominicano” pois encomendada pelo ditador dominicano Rafael Trujillo. Os 13 “Pegaso” expostos em Amelia Island representavam quase 20% da produção total da fábrica: em seus sete anos de operação, ela produziu apenas 84 unidades.

Leilões

Seguindo no “vácuo” de Pebble Beach, Amelia também teve dezenas de carros vendidos sob o martelo por algumas das mais importantes casas leiloeiras: RM/Sotheby, Gooding & Co, Bonhams, American Wheels e Motostalgia. Mais surpreendente do que uma Ferrari 1962 Superamerica ter sido entregue por U$ 4,4 milhões (cerca de R$ 17 milhões) ou do Porsche 550 Spyder 1955 (da coleção de Jerry Seinfeld) por U$ 5.3 milhões (R$ 20 milhões), foi o microcarro Peel P50 1964 (o menor carro já produzido no mundo) ter sido vendido por U$ 176 mil (R$ 670 mil).

Grande Prêmio

Ao contrário do encontro da Califórnia que tem as corridas de antigos no mesmo dia que o desfile das relíquias, a competição entre velhinhos na pista acontece no fim de semana seguinte (neste sábado, 19, e domingo, 20) no aeroporto de Fernandina Beach. Cada macaco no seu galho...

Pebble Beach que se cuide com Amelia Island que cresce a cada ano. Briga boa entre uma praia da Califórnia (no Pacífico) contra uma ilha da Florida (no Atlântico)...