A Volkswagen iniciou a produção nacional do sedã Jetta, na unidade paulista de São Bernardo do Campo. Mas, para a decepção geral, o esperado motor TSI 1.4 de 140 cv, que equipa o Golf, não estará sob o capô do sedã. A marca manteve o veterano motor 2.0 de 120 cv, utilizado na versão de entrada, importada do México, e que por aqui motorizava o já aposentado Golf nacional (de terceira geração).

A planta de São Bernardo fabricará apenas a versão intermediária do Jetta nacional, a Comfortline, com preço sugerido de R$ 74.730. As demais versões, Trendline e Highline, são oferecidas por R$ 70.690 e R$ 94.930, respectivamente – e continuarão importadas do México, inclusive com motorização mais moderna na topo de linha.

O sedã tem, como principais itens de série, a transmissão automática de seis marchas, sistema de som com navegador GPS, tela sensível ao toque, leitor MP3 e até mesmo uma disqueteira para 6 CDs (tão “moderna” quanto o longevo motor). Em quinto lugar no ranking dos sedãs médios, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a situação do Jetta está longe de ser confortável. Enquanto líder Toyota Corolla emplacou 31.935 unidades entre janeiro e junho, o Jetta só teve 4.498 carros licenciados.

Rivais mais modernos

E ainda pesa contra o Jetta tupiniquim o fato de que os modelos concorrentes, similares em conteúdo e preço, são mais competitivas. Como, por exemplo, o Honda Civic, que, na versão LXS, parte dos R$ 74.900, e o Nissan Sentra, terceiro colocado entre o médios, que tem preço sugerido de R$ 76 mil, na versão SV. O Corolla GLi parte dos R$ 76.300.

Apesar de mais caros, todos contam com motores mais potentes e modernos do que o VW.

À frente dele e mais barato, mas sem o mesmo pacote de benefícios, apenas o Chevrolet Cruze, que custa R$ 74.190, com caixa manual de cinco velocidades.

Contra o Jetta, pesa o fato de que seus concorrentes, similares em conteúdo, são mais modernos e competitivos