Nem Aventador, Diablo ou Countach, o mais icônico dos Lamborghinis é o Miura, modelo responsável por tornar a marca reconhecida no mundo inteiro. E a versão SV (Super Veloce) é o ponto mais alto da linhagem do primeiro Lambo batizado com nome de um touro e motor central posterior. E para marcar os 50 anos de seu lançamento, a divisão PoloStorico restaurou a unidade pré-serie do Miura SV de 1971, que foi uma das estrelas do encontro de antigos de Amelia Island, na Flórida.

O modelo apresentado no Salão de Genebra daquele ano, junto com o Countach, foi a base para outras 150 unidades, o que torna a versão extremamente rara. Com 385 cv o V12 4.0, montado na transversal e praticamente colado nas costas do motorista, recebeu novos carburadores e teve a admissão retrabalhada para ganhar cerca de 20 cv à mais.

Bruto, guiar um Miura não é uma tarefa fácil. O carro não permite ajuste do banco do motorista, uma vez que o cofre do motor rouba todo o espaço do habitáculo. Além disso, o calor é infernal irradiado do V12 invade a cabine, o que torna a direção mecânica e os pedais pesados um desconforto menor. Talvez o sofrimento seja um dos ingredientes fazem do Miura um dos carros mais fascinantes do mundo.