Na ativa desde 1948, bem antes de Elizabeth II assumir a Coroa britânica, em 1952, o Land Rover Defender se tornou sinônimo de veículo utilitário, muito antes de os marqueteiros do setor criarem o termo Sport Utility Vehicle (SUV), que pode ser empregado em qualquer carrinho com suspensão elevada e plástico nos para-lamas. Mas o fim chega para todos, inclusive para esse soldado quase inquebrável, que teve vida mais longa do que a Volkswagen Kombi (1949-2013).

Para marcar o encerramento da produção do jipão inglês, a Land Rover promoveu uma confraternização com cerca de 700 funcionários na fábrica de Solihull, na Inglaterra. A festa teve a participação de versões famosas do modelo, inclusive uma unidade caracterizada com o mesmo padrão de acabamento da primeira edição do Defender.

Com mais de 2 milhões de unidades fabricadas em 68 anos, os números parecem modestos se comparados com modelos de grande volume, que atingem a marca em poucos anos de mercado.

No entanto, o Defender se manteve praticamente inalterado desde seu lançamento.

Defender no Brasil

O Land Rover Defender chegou ao mercado brasileiro em 1992, logo após a abertura das importações, nas versões 90, 110 e 130, e rivalizava com o veterano Toyota Bandeirante.

Em 1998, a marca decidiu fabricar o modelo por aqui e ergueu uma linha de montagem em São José dos Campos, no ABC Paulista, em que a carroceria era importada da Inglaterra e o conjunto mecânico feito no Rio Grande do Sul, pela International.

Com produção anual abaixo de mil unidades, a operação da Land Rover durou até 2006, quando o Defender 110 voltou a ser importado do Reino Unido.