Com grade, faróis e lanternas redesenhadas, além de mais bonito, o Cobalt 2016 parece mais elegante. Outra novidade é a extinção das versões de entrada LS e LT que deram lugar à refinada Elite. Na mecânica, nada mudou. Por dentro, apenas discretas alterações em componentes, como os forros das portas.

A ideia foi distanciá-lo do irmão menor, Prisma, que efetivamente era um concorrente próximo, e buscar vendas em categorias mais elevadas, junto a modelos mais qualificados, como Honda City e Ford Fiesta, mas ficou mais caro, partindo de R$ 60.890 na versão LTZ. Considerando que a versão de entrada (LT) partia de R$ 47.890, a plástica vai doer no bolso.

A tecnologia também ganhou reforços. A nova geração do MyLink, além de comandos de voz, agora permite o espelhamento e utilização do celular através da tela no painel do automóvel. Mas, até o momento, isso só funciona com aparelhos Apple.

Segundo o fabricante, em breve também será compatível com Android. O sistema OnStar também está presente e conta com central 24 horas para informações e assistência, e permite controlar certas funções, assim como localizar o veículo pelo celular. Elogios para o atendimento verbal, sem gravações ou computadores.

Com generoso espaço interno, especialmente em relação aos joelhos de quem vai atrás, o Cobalt está entre os mais confortáveis sedãs compactos. O porta-malas, com 563 litros, ganha de veículos maiores, como Civic e Corolla. Faltam o cinto de segurança de três pontos para o passageiro central traseiro e o auxiliar de partida em rampas. Controles de tração e estabilidade não são disponíveis, nem mesmo como opcionais.

O QUE É?

Sedã compacto.

ONDE É FEITO?

Fabricado na unidade de São Caetano do Sul (SP).

COMO ANDA?

Motor 1.8 8v de 108 cv e torque 17,1 mkgf, capaz de atingir velocidade máxima de 170 km/h, e acelerar de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos. Motor oferece agilidade na cidade, mas as retomadas na estrada são lentas. A transmissão automática é suave e bastante ágil, com inteligentes reduções nas desacelerações e frenagens.

DINÂMICA

A suspensão firme garante boa estabilidade, mas de absorver buracos e quebra-molas de maneira satisfatória, pula muito em piso irregular. A direção é leve nas manobras e firme na estrada, o que transmite segurança. O ABS dos freios é eficiente e suave, sem excessiva vibração do pedal.

PREÇO

A versão de entrada passa a ser a LTZ (já que a LT, apesar de ter sido anunciada com preço de 52.690, não consta no site para configuração), com ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico e central multimídia MyLink com bluetooth, sai por R$ 59.900. A versão Elite, que acrescenta sensores crepuscular e de chuva, câmera de ré, transmissão automática, bancos em couro e sistema OnStar custa R$ 67.990.

COM QUEM CONCORRE?

Embora haja diferenças de desempenho e conteúdo, seus concorrentes mais próximos custam: Honda City EXL (R$ 71.896) e Ford Fiesta Titanium (R$ 69.474).

COMO BEBE?

O consumo surpreendeu negativamente com medias inferiores às de modelos mais potentes. Com gasolina fez 6,2 km/l na cidade e 11,6 km/l na estrada.

PONTOS POSITIVOS:
CONFORTO
ESTILO
CONECTIVIDADE

PONTOS NEGATIVOS:
SUSPENSÃO DURA
RETOMADAS
CONSUMO