O projeto excepcional do McLaren F1 fez com que a escuderia inglesa de Fórmula 1 se aventurasse no ramo de fabricante de superesportivos de luxo. Desde de 1993, quando colocou no mercado um dos automóveis mais fascinantes de todos os tempos, a marca vem apostando em modelos de maior volume, como o MP4-12C, de 2011, e, mais recentemente, a família de cupês e conversíveis das séries 600 e 500. No entanto, são automóveis exóticos, com pouca aplicação cotidiana ou recreativa.

E é nesse quesito que nasceu o 570GT, que, como o nome indica, se propõe como um autêntico Gran Turismo. Ou seja, um automóvel esportivo apto para viagens.

O principal diferencial do GT (que será exibo em março no Salão de Genebra) para o 570S é seu segundo compartimento de bagagem, instalado acima do motor traseiro, com direito a um para-brisas posterior que faz a função de tampa do porta-malas. O bagageiro extra amplia em 220 litros o volume de carga do esportivo, que já conta com um diminuto compartimento de 150 litros na parte frontal.

Debaixo do porta-malas, o cupê manteve o nervoso V8 biturbo 3.8 litros de 570 cv e torque de 60 mkgf, que lhe credencia a acelerar de 0 a 100 km/h em 3,4 segundos e atingir a velocidade máxima de 328 km/h.

Mas uma coisa é certa: se a bagagem for pouca, pelo menos o 570GT é rápido o bastante para fazer a viagem de volta antes que a última peça de roupa se suje!