A Opel, marca alemã da General Motors, passou maus bocados nos anos que seguiram a crise internacional de 2008 e por muito pouco não fechou suas portas. E aos poucos ela vem se reabilitando. E para mostrar fôlego renovado, a marca prepara para o Salão de Genebra, na primeira quinzena de março, um cupê compacto conceitual que resgata o esportivo GT, descontinuado em 2010.

O novo GT pouco tem em comum com o roadster que serviu de base para primos norte-americanos como Pontiac Solstice e Saturn Sky e também com o famoso esportivo da década de 1960. Na verdade, suas linhas relembram o Tigra, que ficou famoso no Brasil, na década de 1990, sendo vendido com emblema da Chevrolet.

Trata-se de um cupê 2+2, no qual os bancos traseiros são apenas figurativos. Assim como o Tigra, o conceito tem um imenso para-brisas traseiro que integra uma peça única que vai até o para-brisas dianteiro. Destaque para as exageradas portas que vão até a caixa de ar das rodas dianteiras e utilizam composto translúcido no lugar das janelas.

Longe de um modelo de produção o estudo servirá de base para o desenvolvimento de um novo esportivo compacto, uma vez que pequenos cupês e roadsters sempre têm lugar cativo no mercado europeu.

Se a carroceria e os extravagantes pneus vermelhos são apenas um deslumbre dos projetistas da marca, o motor é bem real. Trata-se no moderno três cilindros turbo 1.0 que equipa modelos como o pequenino Adam, assim como o Corsa e até mesmo o Astra. No entanto, para o GT a unidade desenvolve generosos de 145 cv e 20 mkgf de torque que são suficientes para empurrar seus quase mil quilos.