A Volkswagen assim como a Fiat sempre fizeram vista grossa na qualificação de seus modelos de entrada. E a razão é simples: Seus populares lideravam as vendas em seus segmentos e não viam necessidade de investir em conteúdos. Mas a chegada de novos concorrentes nos últimos quatro anos, cheios de equipamentos de comodidade, e a queda de participação fez com que ambas ofertassem mais conteúdos. Um deles é a central multimídia, que acabou de ganhar espaço nos painéis do Gol e Voyage e que agora também passa a figurar no Saveiro.

Assim como o hatch e o sedã, a picapinha da VW passou por sua segunda plástica na atual geração. Mas, ao invés de incorporar grade e faróis do Gol, o modelo ganhou desenho frontal próprio, numa estratégia de separar a Saveiro de seus irmãos do baixo clero da VW. O resultado é agradável aos olhos, mas não oferece nenhuma vantagem prática ou funcional, sendo meramente estético.

A principal novidade é o sistema de entretenimento que une tela capaz de perceber a aproximação da mão do usuário, espelhamento de smartphone nos padrões Apple CarPlay, Android Auto e Mirror Link, GPS, monitor de ré gráfico (não há câmera), dentre outras firulas.

A única mudança técnica foi a elevação da suspensão em alguns milímetros. A linha de motores não sofreu alterações, sendo que a versão Cross é equipada com motor 1.6 16v de 120 cv e as demais Trendline, Highline e Robust) são equipadas com a unidade 1.6 8v de 104 cv. Ambos os motores são combinados com câmbio manual de cinco marchas.

No bolso

Junto com a plástica a Volkswagen ajustou a tabela de preços. A versão de entrada, Robust, parte de R$ 43.530, ante os R$ 42.390 cobrados pela antiga Startline. Por outro lado, a versão topo de linha Cross, na configuração cabine dupla passou a ser oferecida a partir de R$ 69.250, ante os R$ 70.390.