Na esfera governamental, apurou-se que é necessário fortalecer a Defesa Sanitária Vegetal e ampliar o programa de monitoramento de resíduos de agrotóxicos. Todas essas ações visam o aumento da qualidade e vida dos produtos nas prateleiras, a redução de perdas, aumento da conformidade e redução de risco.

Segundo o engenheiro agrônomo Georgeton Silveira, da Emater-MG: “É necessário que o poder público e a sociedade civil se esforcem para evitar a contaminação dos alimentos, seja química ou biológica. Só assim será possível garantir segurança ao consumidor na compra de produtos hortigranjeiros”.

De acordo com o coordenador de Fruticultura da Emater, Deny Sanábio, uma outra medida é a criação de políticas públicas com o objetivo de estabelecer mais estrutura quanto à classificação e à embalagem dos produtos.

Já Marcos David Ferreira, engenheiro agrônomo da Embrapa, disse que é necessário melhorar as práticas de colheita para reduzir as perdas de alimentos, de água e insumos. “A adoção de novas tecnologias é essencial para garantir a qualidade de produtos hortigranjeiros”, acredita.

Entre os assuntos abordados pelo diretor técnico do IMA, Thales Fernandes, estava o controle de pragas quarentenárias como a Sigatoka negra, que contamina o cultivo das bananas; o uso correto dos agrotóxicos e a certificação fitossanitária concedida pelo IMA. “É preciso compreender que a Defesa Sanitária Vegetal é uma política para prevenção de perdas causadas por insetos, fungos, nematoides e outros organismos que competem com o ser humano por alimentos”, destacou. Para prevenir essas perdas, ele reforçou que órgãos oficiais, responsáveis técnicos e produtores devem trabalhar de maneira integrada.

O seminário, que comemorou o Dia Mundial da Alimentação, foi uma iniciativa da Comissão Agenda Conjunta.