O Brasil está entre os 15 maiores produtores de peixes cultivados do mundo. No ano passado, foram 585 mil toneladas de peixes produzidas. Para este ano de 2015, serão mais de 600 mil toneladas de peixes, e a previsão é de superar a casa de 1,2 milhão de toneladas produzidas nos próximos dez anos.

Atualmente, a atividade de piscicultura movimenta cerca de R$ 4 bilhões por ano. São gerados, aproximadamente, 1 milhão de empregos.

Estamos falando sobre uma atividade produtiva, que gera alimentos de qualidade para suprir as necessidades de toda a população. Com investimentos e parceria entre os órgãos governamentais e privados, o Brasil ganhará, em breve, a autossuficiência, podendo se tornar um grande exportador de peixes cultivados.

Não tenho dúvidas que infraestrutura para isso o nosso país tem de sobra. Nós temos reservas de 12% da água doce do mundo. Já o clima é bastante privilegiado.

Além de tudo isso, o Brasil conta com empresários e produtores muito motivados, líderes empolgados e também focados no fomento e na geração de um ciclo virtuoso para a nossa piscicultura brasileira.

Nesse trabalho que vem sendo realizado, é considerada essencial a liderança do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

Sob a coordenação do ministério e a integração dos demais agentes produtivos, de pesquisas, fomento e crédito, como Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), entre outras, a piscicultura brasileira se tornará, num período muito curto de tempo, uma atividade ainda maior, bem mais produtiva e sustentável, já que os aspectos ambientais e os aspectos sociais fazem parte da própria essência dessa atividade.

O trabalho desenvolvido pelo MPA foi um fator importante para a criação da Associação Brasileira da Piscicultura, a Peixe BR, que, em menos de um ano de existência, já congrega todas as espécies de peixes cultivados, contando com melhoramento genético, indústria de equipamentos, fábricas de rações, indústria de saúde animal, profissionais técnicos, produtores de alevinos e demais segmentos da piscicultura nacional, representando, então, nesse contexto, aproximadamente 40% da piscicultura brasileira.

Nós acreditamos que o fortalecimento de toda a cadeia produtiva da piscicultura é realmente fator essencial para enfrentar - e também vencer - os desafios de todo o setor, como as questões ambiental, tributária, de crédito, de pesquisas, técnica, organizacional e questões de desenvolvimento. Para isso, torna-se indiscutível a necessidade de podermos contar com um Ministério da Pesca e Aquicultura forte, com independência e liderança de todo esse processo.

O Brasil precisa da piscicultura, e ela de um Ministério da Pesca e Aquicultura forte

 

*Presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR)