Gratidão. É com essa palavra que Guilherme Arantes sintetiza os seus 40 anos de carreira. É o público, contudo, que poderá despertar tal sentimento hoje, durante o espetáculo, que será realizado, às 21h, no Grande Teatro do Palácio das Artes, em comemoração à trajetória do artista, num clima intimista, apenas com voz e piano. “Já vou logo avisando: o show é longo, porque será uma panela grande de músicas. No mínimo, duas horas e meia”, diz Arantes.

A escolha de um longo repertório tem razão de ser. Ao decorrer da carreira, o músico lançou mais de 20 discos e afirma ter composto entre 450 e 500 canções.

Entre elas, 25 viraram temas de novela, como “Meu Mundo e Nada Mais”, “Cuide-se Bem” e “Amanhã”. E, como deixar de cantar “Lindo Balão Azul”, “Planeta Água” e “Cheia de Charme”, guardadas no coração dos fãs? “Vou tocar todas as canções conhecidas e aquelas que não tocava há muito tempo. O repertório é bem abrangente, feito para agradar o público”.

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A obra do artista poderá ser revisitada também na coletânea de 23 discos que a Sony está preparando. No meio do ano, ele lançará ainda um documentário, que revisitará seus 40 anos de carreira. “Acabamos o filme nesta semana. Vamos contar as histórias das músicas, de como foram feitas. Ficou muito bonito e bem feito”, afirma.

Um álbum de inéditas, contudo, está, pelo menos por enquanto, descartado pelo artista. “Esse é um ano atípico, devido às eleições e à Olimpíada. É desfavorável para lançar um produto. Talvez, no ano que vem”, indica. - “A cena musical se tornou bastante complexa. Não que seja uma crítica, mas, sim, uma realidade. A mídia prefere por funk, pagode e sertanejo por questão de audiência”, diz Guilherme Arantes.

SERVIÇO:

“Guilherme Arantes – 40 Anos de carreira”. Nesta sexta-feira (4), às 21h, no Grande Teatro do Palácio das Artes (avenida. Afonso Pena, 315, Centro, Belo Horizonte). Ingresso: entre R$ 50 e R$ 140. Informações: 3236-7400.