O violinista Luíz Filíp já tocou com a Filarmônica de Minas Gerais outras vezes. O que não significa que as noites desta quinta (25) e desta sexta (26) não vão ter o fator novidade como ingrediente. “Será a primeira vez que toco na Sala Minas Gerais e confesso: estou admirado com o tamanho dela e toda a estrutura. E na expectativa para experimentar a acústica, da qual ouvi tantos comentários”, diz o instrumentista, que vai tocar o “Concerto nº 1” de Bartók, bem como a “Sinfonia nº 1” de Shostakovich.

Sobre a primeira, ele lembra que não é tão conhecida pelo grande público. “O compositor ainda era estudante e o fez para uma violinista, Stefi Geyer, por quem era apaixonado. Ela não quis saber muito dele, nem da obra, e acabou engavetando-a”. A obra foi descoberta após a morte de Bartók. “O primeiro movimento é muito romântico. Bartók foi, sem dúvida, um dos maiores compositores do século XX e mesmo sendo uma de suas primeiras obras, dá para ver a genialidade na construção da harmonia e na profundidade com que atinge o público”, completa aquele que é o primeiro brasileiro a ingressar na Filarmônica de Berlim. A noite, que terá regência de Marcos Arakaki, vai contar, ainda, com a execução da “Metamorfose sinfônica sobre temas de Weber”, de Hindemith, e a abertura da ópera “Euryanthe”, de Weber.

Serviço:

Filarmônica nesta quinta (25) e sexta (26), às 20h30. Sala Minas Gerais (rua Tenente Brito Melo, 1.090)