E não é que o solteiro mais cobiçado do mundo capitulou? O ator norte-americano George Clooney, 53, juntou suas escovas de dentes às da advogada Amal Alamuddin, 36, num dos cenários mais inspiradores do mundo: Veneza. O casamento, em setembro, foi um dos destaques de um ano que, no cômputo geral, será mais lembrado pelas muitas perdas irreparáveis (confira na edição de amanhã). O enlace de Clooney fica, digamos assim, no “setor de perfumaria”, que abrigou, também, uma série de modismos que cruzaram fronteiras. Caso das selfies, que ganharam até um aparato para facilitar o trabalho dos aficionados: a vara ou bastão, hoje vendida em camelôs. Selfies com celebridades e até em situações inusitadas, como velórios ou tragédias, tomaram de assalto as redes sociais – e, sim, geraram críticas. 
 
Na música, o ano foi de Valesca Popozuda e o seu “beijinho no ombro”. Na verdade, o clipe foi lançado no apagar das luzes de 2013, mas foi bombar na sequência, virando bordão, assim como o “sabe de nada, inocente”, proferido por Compadre Washington em um comercial de TV. Com isso, o É o Tchan voltou a bombar– tanto que estará aqui, em BH, para uma das várias festas de réveillon (a do Labareda) que vão agitar a cidade.
 
No escaninho da culinária, os food trucks bombaram, invadindo as ruas das cidades – o fenômeno ganhou até um filme, “Chef”. Em BH, carrinhos charmosos, como o “Cadê Meu Brigadeiro?”, andam desfilando por aí. Não bastasse, ainda houve espaço para as paletas mexicanas. A proposta é enfrentar o calor com picolés um pouco maiores que os tradicionais aqui, no Brasil, e misturas inusitadas – há paletas com pimenta, por exemplo. O suco verde passou mais um ano em alta, assim como as dietas sem lactose e sem glúten. E alguém aí não ouvir falar do whey protein?
 
Na telinha, o público se despediu do seriado “A Grande Família”, depois de quase 14 anos de convivência com a família de Lineu e Irene (Nenê) Silva. Vai deixar saudades. Mas o que mais marcou 2014 no que se refere à TV foi o esperado beijo gay no horário nobre: o bastão coube aos atores Matheus Solano, com seu inesquecível Félix, e Thiago Fragoso, da novela “Viver a Vida”. 
 
O ano termina com a onda ‘lumbersexual’ em alta e não, a era hipster não terminou
 
O ano em que Angelina Jolie e Brad Pitt disseram o esperado sim, no interior da França, com a presença da prole, foi também o ano em que Hollywood se viu ameaçada pela divulgação, por hackers, de e-mails disparados por executivos da Sony Pictures, em um caso que demandou até a intervenção do presidente norte-americano Barack Obama. Em uma das mensagens divulgadas, Jolie é chamada de “menina mimada”. 
 
Outra atriz que esteve na mídia, mas em algumas ocasiões, a contragosto, foi Jennifer Lawrence, que teve fotos íntimas divulgadas. A estrela de “Jogos Vorazes” esbravejou, com justa razão. “Qualquer um que olhe estas fotos está perpetuando um crime sexual”, cravou, toda sábia. 
Já a atriz sul-africana Charlize Theron foi criticada por ter comparado a invasão de sua vida pessoal pela mídia a um estupro – quem já sofreu esse tipo de violência, claro, não gostou. Madonna foi outra a sofrer com a divulgação de fotos antigas e de faixas de seu novo álbum. 
 
Atrizes hollywoodianas, como Salma Hayek, foram a público protestar contra o sequestro de 300 meninas por fundamentalistas, na Nigéria, em abril. Não adiantou. O ano se despede com as garotas ainda sequestradas. Polêmica também por conta de um dos rostos mais incensados do momento pertencer a uma modelo... 
de apenas nove anos, Kristina Pimenova (foto ao alto)! 
 
No quesito gossips, as separações, claro, preencheram revistas– caso da do jogador Kaká com Carol Celico. Helena Bonham Carter se separou com toda elegância do mundo de Tim Burton. Já Zezé di Camargo resolveu assumir seu novo amor e, não deu outra: choveu gente ficando do lado da ex-do sertanejo, Zilu. Os dois tentaram contemporizar, posando de amigos, mas, bem, não convenceram a todos. 
 
Na moda, a volta da Birkenstock é a surpresa. A sandália ressurge a bordo da onda normcore. Que, por seu turno, também trouxe o modismo de se fotografar sem maquiagem. Outro modismo que surpreendeu foi a onda de pintar os pelos do sovaco– sim, meio bizarro. Um grande jornal tentou decretar o fim da era hipster, mas... não!
 
E o ano acabou celebrando o “lumbersexual”, que, lembra a Agência France Presse, veio substituir, com seu estilo selvagem, o metrossexual na paisagem urbana. 
 
O apelido vem de “lumber”, lenha em inglês, e, traduzido de forma literal, quer dizer “lenhossexual”. Segundo a AFP, o homem signatário da tendência trabalha para uma empresa de software, mas parece saído da floresta: a barba é espessa, usa botas e camisa quadriculada. Como um lenhador. Pode, ainda, combinar a barba com uma cabeleira penteada, ter um gosto cultural alternativo, amar comida caseira... sempre com despreocupação e naturalidade. E não vamos nos esquecer, claro, do desafio do balde, que também bombou.