Aos 34 anos, Corina Magalhães lançou seu primeiro disco, “Tem Mineira no Samba” (Tratore), e já se deparou com uma incrível surpresa: o petardo é dos indicados ao Grammy Latino na categoria de melhor álbum de samba/pagode. 

Corina nasceu em Cambuí, no Sul de Minas, e se mudou para São Paulo aos 17 anos para estudar Nutrição. A música sempre fez parte de seu dia a dia, mas sem grandes pretensões. 

O disco surgiu, na verdade, a partir da ideia de um show. Ela pediu ao arranjador Edu Malta que fizesse arranjos diferenciados para músicas de compositores mineiros – como Ary Barroso, Geraldo Pereira, João Bosco, Vander Lee e Affonsinho. 

Ficou tão bom o resultado, que viram a necessidade do registro em estúdio. “Eu não pensava em fazer um disco. Por ser intérprete, não via muito sentido em gravar algo que já tinha sido bem registrado”, lembra Corina, que viu sua rotina mudar completamente após o lançamento do álbum. “Tenho participado de vários programas de TV e a intenção é fazer mais shows. Vejo que o trabalho de nutricionista vai começar a ficar em segundo plano”.

Corina conta ainda que a escolha do repertório, mais focada em Barroso e Pereira, foi bastante afetiva. “Quis fazer homenagem aos compositores que conheço desde a infância, mas que não fosse com um samba muito normal. Queria algo que se aproximasse do choro”, conta a cantora.