Aos 60 anos, Paulo Miklos não para. O artista, que recentemente esteve na novela “O Sétimo Guardião”, da Rede Globo, retorna ao teatro com o espetáculo “Chet Baker Apenas Um Suspiro”, grava o longa-metragem “Jesus Kid” em Curitiba (PR) e ainda reserva um tempo para a atividade que o levou ao estrelato: a música. 

É inclusive com um projeto musical que o artista desembarca hoje em Belo Horizonte. Por aqui ele vai abrir a temporada de 2019 do “Uma voz, um Instrumento”, que o coloca em cena acompanhado apenas do violão. 

“É um formato de que eu gosto muito, porque o público fica muito próximo do compositor e do cantor. Podemos ver o toque dele, a interpretação sem nenhum elemento a mais. Então a emoção do intérprete fica muito mais desnudada, clara e à mostra”, observa o artista.
Miklos pretende transportar toda essa transparência para o palco do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Para isso, aposta em um show recheado de elementos que o aproxime ainda mais do público.
“Já que sou o compositor da maioria das músicas, pretendo mostrar como elas nasceram, de onde as ideias vieram”, diz.
A gênese das composições também entra em cena na própria apresentação, já que os arranjos criados por Miklos nasceram a partir do violão. 

Repertório
Na apresentação, Miklos faz um passeio por vários momentos da própria trajetória. No repertório, entram canções clássicas como “Sonífera Ilha”, “Comida” e outros sucessos dos Titãs. Todas com arranjos especiais. “Para dar um sabor diferente”, antecipa. Além dos sucessos, o artista também mergulha no repertório de “A Gente Mora no Agora”, trabalho solo lançado em 2017, após a saída dos Titãs. 

“É um disco com composições que têm muitas histórias por trás. E também uma série de parcerias interessantes de gerações diferentes”, sublinha. 
No álbum, Miklos trabalhou com nomes já consagrados como Erasmo Carlos, Guilherme Arantes e destaques da nova geração como o compositor Tim Bernardes, a cantora Céu e o rapper Emicida. 

O elo entre a música e as artes dramáticas também é reforçado pelo artista, que busca na carreira de ator os nomes celebrados no show. 
“Faço uma homenagem ao Sabotage, que eu conheci no cinema, e outra ao sambista Adoniran Barbosa, que vivi em um curta metragem muito interessante chamado “Dá Licença de Contar’, do cineasta Pedro Serrano”, conta. 

Serviço:
“Uma voz, um Instrumento: Paulo Miklos”, hoje, às 21h, no Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244 – Lourdes). Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 10 (meia)