Um livro na mão e as maravilhas do espaço sideral se transformam em tema de pesquisa na escola, com direito a bate-papo com uma astrônoma da Nasa, agência espacial americana. E uma astrônoma brasileira, chamada Duília de Melo, autora de “Vivendo com as estrelas”, que foi apresentado à turma do 6° ano do colégio Marista Dom Silvério pelo aluno Henrique, de 11 anos. “Gostei muito do livro e trouxe para a escola, dá para entender melhor o espaço. Quero ser astrônomo, revela o menino, que é primo da cientista.


Henrique e os colegas deram início a uma viagem pelo fantástico mundo da astronomia. Na terça-feira, turma coroou o trabalho com muito brilho, durante uma videoconferência com a astrônoma, que trabalha em um dos centros da Nasa, responsável pelo telescópio espacial Hubble. 

“A Nasa tem dez centros de pesquisa. Trabalho no Centro Espacial Kennedy, onde uma das especialidades é o Hubble, com 500 pessoas atuando no instituto dedicado ao telescópio”, explica Duília.


No livro, ela tira dúvidas diversas sobre a astronomia e o trabalho do astrônomo e do astronauta, entre uma infinidade de informações sobre assuntos como estrelas, buraco negro, super nova, entre outros. “Foi muito legal poder fazer perguntas e ter respostas diretamente de uma astrônoma.

Ela explicou o que seria mais difícil de outras pessoas responderem e a gente entender”, diz Isadora Stephan, de 12 anos. “Foi interessante, porque ela falou do que vive na prática”, completa Guilherme Morais e Souza, 11 anos.

 

Uma grande descoberta realizada em 1997

A grande descoberta da astrônoma brasileira também ganhou destaque no debate. Em 1997, Duília foi responsável pela descoberta da supernova SN1997D, no Chile. Ela explica que supernovas são estrelas que têm vida curta, produzindo muito brilho quando explodem.

“Tem astrônomos, inclusive amadores, que acompanham o desenvolvimento de uma estrela que aumenta muito de brilho e enxergam essa explosão”, afirma. “Se a gente fosse pesquisar na internet podia não achar ou encontrar informação que não é verdadeira ou errada sobre esses assuntos que a Duília explicou”, conclui Sarah Valadares, 12 anos.

 


SAIBA MAIS

- O Telescópio Espacial Hubble é um satélite artificial não tripulado que está na órbita da Terra desde 1990.

- As imagens captadas pelo Hubble, lançado no espaço pela Nasa, ajudaram a popularizar a astronomia.

- Neste mês, a Nasa, divulgou imagens de um planeta que as meninas vão adorar: o recém- descoberto GJ 504b (foto) tem cor rosa e é um exoplaneta (pertence a outro sistema planetário e orbita uma estrela que não é o Sol).

- A astrônoma também tirou dúvidas da turma sobre o famoso buraco negro.

- Segundo Duília, trata-se de uma região do espaço onde o campo gravitacional é tão forte que nada sai dessa região, nem a luz; daí observa-se um espaço negro na região, produzido pela matéria (massa), responsável por esse campo de gravidade.

- O estudante de engenharia eletrônica da UnB (Universidade de Brasília), venceu uma promoção mundial realizada pela companhia aérea holandesa KLM e vai para o espaço em 2014. Pedro Henrique Dória Nehme, de 21 anos, vai fazer uma viagem suborbital que deve atingir uma altitude de até 100 quilômetros — longe o suficiente da superfície terrestre para ser considerado espaço e para o tripulante ser um astronauta.


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