Luli é um exemplo de sobrevivência. A personagem apresenta, proporcionalmente, o maior índice de desacertos da animação mundial. Em cada curtíssimo episódio de “Fracassinhos”, que estreia hoje, às 20h, na programação do Cartoon Network (TV paga), nada sai do jeito que a garota gostaria.

Da ida para a praia à tentativa de fazer um bolo de chocolate, o resultado é sempre frustrante. Luli, porém, sempre termina o episódio no melhor estilo Poliana, com um sorriso no rosto e acreditando que poderá dar certo da próxima vez. Um grande diferencial dela é nunca parar para lamentar as perdas e fracassos.

Inspirado num quadrinho argentino criado por Ana Oly, o desenho não poderia ser mais terapêutico num tempo em que tomadas decisões são transformadas num processo angustiante. Com bom humor e paciência, Luli ensina que precisamos lidar com os “fracassinhos” do dia-a-dia, aprendendo com eles.

As produções do Cartoon costumam ser hiperbólicas, mas o exagero presente aqui é benéfico: o acúmulo de tropeços em tão pouco espaço de tempo é o motor dos risos. Com o cuidado, entretanto, de não tomar ares de escárnio ou sadismo. Luli, ao final, está sempre íntegra em seu caráter, mantendo-se uma garota tão normal como as outras.

A maior dificuldade da adaptação, ao animar um quadrinho calcado mais no visual, foi vencida com sucesso. Seu formato acelerado e aparentemente sem acabamento é contagiante, sendo impossível chegar ao final sem  abrir um sorriso – o que vale também para os papais que já passaram por situações semelhantes.

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