O empresário e youtuber Felipe Neto, que, recentemente, gravou um vídeo fazendo críticas ao presidente Jair Bolsonaro, foi alvo de ameaças na porta de casa esta semana. O caso veio a público na edição dessa quinta-feira (30) do Jornal Nacional.

Por meio das redes sociais, Felipe Neto agradeceu a repercussão dada pelo noticiário. A reportagem mostrou dois homens com um carro de som parado em frente ao condomínio onde o influenciador digital mora, no Rio de Janeiro.

Um deles, que se identifica como "Cavallieri, o guerreiro do Bolsonaro", pede a presença do youtuber por meio de um alto-falante. O  mesmo homem já havia gravado um outro vídeo em tom de ameaça contra o youtuber.

 "É, Felipe Neto, a gente vai se encontrar em breve. Eu quero ver se tu é macho. Eu quero ver tu tirar onda comigo. Tua segurança não me intimida não, irmão, que aqui o bonde é pesado", diz, na gravação.

Na entrevista à equipe da TV Globo, ele sobre a situação. "É um nível de perseguição que eu não imaginei que aconteceria", desabafou.

Os ataques têm se intensificado diante das críticas ao presidente. Além das ameaças sofridas, Felipe também tem sido bombardeado por uma campanha de difamação, com acusações infundadas de pedofilia, na internet.

A reportagem do Jornal Nacional repercutiu também o vídeo que o influenciador gravou para o jornal americano "The New York Times". No material, Felipe Neto chama o presidente do Brasil de "pior líder mundial no combate à pandemia da Covid-19".

Live

Os críticos de Felipe Neto também se juntaram para sabotar a participação do youtuber em uma live do canal Jota, com a participação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. Antes mesmo do início da transmissão, a opção descurtir, da plataforma virtual, somava 84 mil cliques. O movimento foi estimulado por perfis em redes como o Twitter. O vídeo em questão tem mais de 360 mil visualizações.