RIO DE JANEIRO - A Justiça fluminense garantiu nesta quarta-feira (18) a realização do Rock in Rio. O evento foi confirmado depois de uma vistoria concluída no início da noite pelo Corpo de Bombeiros, com a presença de um oficial de justiça.

Na terça-feira, o Ministério Público do Rio entrou com um pedido de liminar para suspender o festival "até a comprovação de que foram sanadas as irregularidades" no atendimento médico do festival. O Rock in Rio recomeça nesta quinta-feira.

A decisão de manter o evento foi da juíza da 2ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Márcia Cunha de Araújo Carvalho.

No início da tarde, ela aceitou o pedido de liminar do Ministério Público Estadual e determinou que o festival só poderia acontecer caso a organização comprovasse que as irregularidades apontadas pelo órgão e pelo Corpo de Bombeiros foram sanadas, o que foi constatado após a vistoria encerrada na noite desta quarta.

As irregularidades foram detectadas em vistorias dos Bombeiros e do Ministério Público durante o primeiro fim de semana do evento.

Segundo o laudo oficial dos agentes, o número de médicos, de leitos, de suprimentos e de ambulâncias era insuficiente e não cumpria o que havia sido exigido. Quem buscava o serviço médico (mais de 1.750 pessoas nos três primeiros dias, segundo a organização) recebia um atendimento deficiente.

Num dos postos médicos, os agentes públicos encontraram "vários pacientes na área externa, deitados em espreguiçadeira de plástico, e também o Boletim de Atendimento Médico não era utilizado. Não havia acolhimento e classificação de risco".