Em entrevista ao doutor Phil McGraw, conhecida personalidade norte-americana que trabalha como consultor de comportamento e relações humanas, o Backstreet Boy Nick Carter, de 33 anos, falou sobre seu longo envolvimento com drogas e álcool. O músico foi ao programa de TV para divulgar seu novo livro, "Facing the Music and Living to Talk About it" (Enfrentando a Música e Vivendo para Falar Dela, em tradução literal).

Além dos problemas que enfrenta com substâncias químicas, o famoso comentou a precoce morte de sua irmã, Leslie, que faleceu em fevereiro de 2013, aos 25 anos, vítima de uma overdose de drogas.

"Foi a pior notícia que eu já ouvi na vida. Até hoje, eu meio que ainda não acredito que aquilo aconteceu", revelou.

A perda de Leslie abalou tanto o músico que ele se recusou a dar o último adeus à irmã. "Decidi não ir ao funeral porque recebi a notícia pelo meu pai (Robert Carter) por telefone e o assunto da conversa acabou se tornando eles (meus pais). Logo, a coisa tomou outro rumo e eu passei a ser considerado culpado por toda a família. Tenho uma família grande e todos estavam lá, me culpando pela morte de Leslie", explicou.  

"O recado que eles queriam passar era: 'se não fosse por sua causa, ela ainda estaria viva'".

Questionado pelo dr. Phil sobre como se sentia diante de tal acusação, Nick continuou: "Senti que foi injusto. Principalmente depois de tudo que fiz e ainda continuo fazendo por eles. Porém, me perguntei se eu estava ajudando ou machucando minha família (...) Definitivamente, há uma parte de mim que realmente se culpa. É o tipo de responsabilidade que se adquire por ser o membro mais velho da família e eu realmente não deveria ter carregado isso nos ombros".