Rotular o Perfect Element como prog metal não seria incorreto, já que o grupo mineiro se envereda por este caminho musical. No entanto, é perceptível uma gama de nuances na banda, que, inclusive, esbanja todo um cuidado ao entrelaçar o conteúdo lírico à sua sonoridade, às mudanças de andamento e aos vocais. Exemplo disso está no collab da canção “Another Chance”, disponibilizada nesta quarta-feira (26).

"O interessante dessa música são as figuras, os atores. Ela fala de uma pessoa comum que morreu e está transitando entre os planos. Tem também a figura da morte e a figura de um anjo conversando com essa pessoa. E explica qual a visão de cada um sobre a vida, sobre o que aconteceu, o que passou, a morte em si, a passagem pelos planos, a volta ao nosso plano, a possibilidade de ter uma outra chance, de se redimir etc”, relata o guitarrista Leonardo Rizzi.

Um dos pontos que destaca é a divisão dos vocais, entre ele, o também guitarrista Fil Ferrer e o baixista Alan Curátola. “É bem interessante a música e como são bem definidos os papeis de quem está cantando cada parte", sintetiza.

Completada pelo baterista Flávio Batata, a banda segue em pré-produção de seu primeiro álbum, que terá produção assinada por Thiago Bianchi (Noturnall, ex-Shaman), do Estúdio Fusão.

Perfect Element

"Nossa pré-produção está 95% concluída. Temos uma música mais longa que está em processo de finalização. A programação é de que em outubro a gente entre em estúdio para gravar. Mas acreditamos que isso possa não se cumprir, devido às restrições da pandemia. Tivemos o adiamento de abril para julho, e agora de julho para outubro. Estamos sempre conversando com o Thiago sobre a produção e gravação. Temos essa data marcada, mas a expectativa é que tenhamos que adiar novamente, esperando a conclusão de uma vacina”, comenta Rizzi.

Nada que atrapalhe o alto astral do Perfect Element. “O processo continua fluindo, está muito bacana, com poucas intervenções do Thiago, que tem curtido bastante o trabalho. A gente tem evoluído na musicalidade da banda. Cada música que vamos criando se torna mais complexa, cheia de riqueza, de detalhes, mas sempre musical e dentro da proposta das músicas que mostramos ao vivo", diz, referindo-se às quatro canções apresentadas no show de abertura para Noturnall, Edu Falaschi e Mike Portnoy, em BH, em novembro do ano passado.