Há 30 anos, o baterista André “Limão” Queiroz ocupa o lugar mais escondido do palco. Mas foi este posicionamento tipicamente coadjuvante de todos os músicos da linhagem dele, que fez com que Limão pudesse alçar o nome ao lado de artistas como Milton Nascimento, Lô Borges, Toninho Horta, Juarez Moreira, Chico Amaral, Nivaldo Ornelas, entre outros.

Para comemorar esta história, Limão grava DVD, com 11 composições instrumentais próprias, sendo sete delas inéditas. “São músicas para sopros, guitarras e contrabaixos”, diz.

No show dessa quarta-feira (29), com entrada gratuita, haverá a participação de vários outros importantes músicos da seara instrumental mineira, a quem Limão acompanhou na carreira: Chico Amaral, Beto Lopes, Bernardo Fabris, Gilson Queiroz, Ulisses Luciano, Magno Alexandre, Felipe Vilas Boas e Wilson Lopes.

Cachê simbólico

Limão começou na carreira em 1985, no Grupo Candeia, em uma época quando o cachê era quase simbólico. “A gente nem ganhava dinheiro direito como músico. A primeira vez que toquei foi em um bar, o Berro D’Água, nem existe mais. Ficava na rua Maranhão, eu tinha uns 15 anos”.

No repertório dos “meninos”, muito Clube da Esquina e “um pouco” de rock’n’roll. O destino do cachê foi a própria música. “Juntei com outros cachês e aí que consegui incrementar minha bateria. Comprei um tripé de prato a mais, peles novas, pratos novos”.

Mas aos 15 anos? “É. Naquela época, a gente queria era fazer música e ninguém saía por aí falando que a gente era menor. Nunca tive problema”.

De lá para cá, afirma, só ficou o prazer de tocar e o apelido, que ganhou, ainda criança, em uma colônia de férias. Uma roupa esportiva que usava no encontro, na cor verde, inspirou a alcunha. “Muito tímido, eu era afim de ter um apelido legal. E hoje, muita gente fala que eu sou um limão doce”, brinca.

Gravação do DVD André Limão Queiroz – Nesta quarta-feira, às 21h, no Grande Theatro do Cine Brasil (Praça 7, Centro). Entrada franca.