A tarefa de compor um júri torna-se das mais inglórias quando se sabe que os candidatos em questão já passaram anteriormente por um outro crivo de responsa. Ou seja, já exibem credenciais lá de animadoras de suas qualificações. Foi o que aconteceu anteontem à noite, final do “13º BDMG Instrumental”, no palco do Sesiminas.

Na sexta e no sábado, 12 selecionados por uma comissão julgadora independente (formada por Mauro Rodrigues, Túlio Mourão e Sérgio Santos) entre 42 inscritos se exibiram para um júri formado por técnicos, jornalistas especializados e músicos. E fizeram bonito, os rapazes.

Aliás, bacana perceber o quanto, a despeito das decantadas dificuldades que quem se envereda pela seara da música instrumental enfrenta, esses meninos se lançam intrépidos, com um olho no futuro e um ouvido no passado, pincelando influências de mestres como Radamés Gnatalli ou Egberto Gismonti.

Cada qual no seu quadrado, acompanhados de músicos que suaram a camisa (ou as camisetas) para fazer bonito no palco.

Premiados

No final, os nomes de Leo Eymard, Lucas Telles, Pablo Passini e Rafael Macedo foram anunciados. Cada um levou R$ 9 mil, além da montagem de um show em BH (Teatro da Biblioteca Pública Estadual), e outro em São Paulo, no programa “Instrumental Sesc Brasil”, gravado pelo Sesc TV e transmitido, ao vivo, pela web.

Na capital mineira, poderão escolher um convidado especial. O primeiro show será em junho. O júri premiou, ainda, um instrumentista (Breno Mendonça, no sax) e o um músico acompanhante, Bruno Vellozo (contrabaixo). O prêmio de arranjo foi para Rafael Macedo (para “Inútil Paisagem”, de Tom Jobim).

* Integrou o júri a convite do BDMG Cultural